sábado, novembro 24, 2007
28 Weeks Later


Sendo um relativo fã de "28 Days Later" de Danny Boyle, sempre estive bastante expectante para este "28 Weeks Later", até porque a recepção crítica ao filme de Juan Carlos Fresnadillo tinha sido bastante satisfatória, uma raridade para filmes do género. E confirma-se, é um visionamento agradavelmente violento, no sentido em que há muito sangue, casualidades e destruição. Não há a frescura da primeira tomada, mas a história, assumidamente negra, reinventa-se o suficiente para nos prender a atenção. E a realização é muito bem conseguida, perto dos actores, dos seus passos, conseguindo criar o ambiente e o ritmo certo para nos deixar sempre à espera do próximo momento de tensão. Se gostam de filmes Zombie, e frenéticos, fica aqui uma forte recomendação.
posted by The Stranger @ 11:49 da manhã   4 comments
quinta-feira, novembro 22, 2007
Grande Momento | Vitinho


Porque tenho tido pouco tempo para dormir.
Agora que cresci, quer dizer que amanhã já não acordo mais forte nem mais esperto? Tenho saudades da infância, apesar de continuar encerrado na "idade dos porquês".
Boa noite, e até amanhã.
posted by not_alone @ 2:19 da manhã   7 comments
segunda-feira, novembro 19, 2007
La Passion de Jeanne d'Arc

A definição de obra-prima. Imortal!
posted by P.R @ 6:03 da tarde   6 comments
quinta-feira, novembro 15, 2007
Eastern Promises

É incrível o poder do cinema e a força tão diferenciada que exerce sobre nós. Eastern Promises, numa primeira análise, pouco me disse. Sem questionar as qualidades do filme, a questão é que o filme não mexeu comigo da mesma forma como fez, por exemplo, History of Violence. No entanto, quanto mais penso no filme mais me rendo aos contornos de obra-prima que este apresenta. De facto, o twist do filme que nos é oferecido tão subtilmente ganha novas dimensões e uma nova profundidade se pensarmos no que vimos e sobretudo ouvimos minutos antes. Frases como "Sentimental value? - I’ve heard of that" pronunciadas no início da história adquirem com o clímax final uma dimensão extraordinária... Para isso, muito contribui Viggo Mortensen que tem aqui o desempenho da sua vida enquanto o "motorista" Nikolai e será, se houver justiça, nomeado ao Oscar de Melhor Actor Principal... Poderia continuar e falar da excelente fotografia, do trabalho notável de Cronenberg, da emblemática cena na sauna mas deixo isso convosco. Vão ao cinema ver Eastern Promises, ou arriscam-se a perder um dos melhores filmes do ano.
posted by P.R @ 12:11 da tarde   9 comments
Peter Murphy


A propósito da vinda de Peter Murphy, ex-vocalista dos "Bauhaus", a Portugal no dia 30 de Novembro em Gaia, fica aqui um pequeno excerto de uma espécie de versão unplugged de "Strange Kind of Love". Ainda bem que existe o "YouTube" para nos mostrar estas pequenas pérolas. E isto vai dedicado a quem de direito.
posted by The Stranger @ 10:00 da manhã   0 comments
segunda-feira, novembro 12, 2007
Grande Momento | Psycho
Não será propriamente uma novidade incluir Alfred Hitchcock no panteão dos melhores cineastas de sempre, nem muito menos incluir Psycho como um dos thrillers mais assustadores. Assim sendo, o grande momento desta semana não será novidade para ninguém, mas não consigo resistir a incluí-lo nesta rúbrica. A famosa cena do chuveiro é, de facto, um portento cinematográfico, que não só transforma completamente a direcção que o filme levava até então, como é também um espécime perfeito de construção cinematográfica. Reparem nos planos, na sua fluidez, na montagem, na música, em tudo. Esta é daquelas cenas que, quanto mais vejo, mais admiro.

posted by Juom @ 2:19 da tarde   4 comments
quinta-feira, novembro 08, 2007
Interpol | Coliseu dos Recreios | 07-11-2007

foto retirada daqui

Pela segunda vez – e pela segunda vez no mesmo ano – Portugal recebeu os Interpol, uma das mais seguras e interessantes bandas de rock alternativo da actualidade. Objecto de culto por cá desde o primeiro álbum, foi só com o terceiro, «Our Love to Admire» que nos brindaram com uma visita, para serem recebidos entusiasticamente por uma multidão de apreciadores. Depois de um bom concerto de estreia no último dia do Super Bock Super Rock, deram ontem um concerto no Coliseu dos Recreios que conseguiu superar a primeira actuação.

A primeira parte ficou a cargo dos também nova-iorquinos Blonde Redhead, que tocaram cerca de 45 minutos com um som a deixar por vezes a desejar e tiveram como um dos momentos assinaláveis “23”, do último disco. Seguiu-se um intervalo maior do que seria desejável e por fim os Interpol chegam e os acordes de “Pioneer to the Falls”, primeira faixa do novo disco, faz-se ouvir, seguida entusiasticamente por um Coliseu esgotado.O ambiente era nocturno, com luzes vermelhas, roxas ou azuis cortando a penumbra. Competentes e sérios, como já os conhecíamos, não se preocuparam em grandes comunicações forçadas. A música era o melhor meio de comunicação ali e a apoteose que se viveu em canções como “Evil”, “Slow Hands”, “Say Hello to the Angels” ou a magnífica “C’mere” provam como o passado dos Interpol é tão (ou mais) amado que o novo disco, embora este também tenha sido bastante bem recebido. “Heinrich Maneuver”, o primeiro single, ou “No I in Threesome” foram pontos altos da noite (uma noite que, aliás, não se pode dizer que tenha tido pontos baixos) e a belíssima “Lighthouse” permitiu um momento de puro êxtase instrumental.
Houve um óptimo encore a terminar com “PDA” e um Coliseu completamente rendido. Certamente um dos concertos melhor conseguidos deste ano. Que venham mais vazes, cá estaremos para os ouvir e ver.
posted by H. @ 10:30 da tarde   0 comments
Planet Terror


Não posso deixar de começar este comentário com a seguinte afirmação de espanto: Mas o que raio passou pela cabeça de Tarantino e Rodriguez quando esperavam pelo sucesso comercial desta sua delirante proposta de revisitação Grindhouse? Numa altura em que as mentes dos espectadores e, acima de tudo, dos distribuidores e estúdios cinematográficos está cada vez mais formatada por banalidades formulaicas, não surpreende absolutamente nada que o arrojo temático extremo deste projecto acabasse por dar para o torto em termos financeiros. Não é também nada complicado imaginar o espectador desprevenido a gritar obscenidades para o ecrã quando vê riscos na película, falhas no som ou, a certa altura, o filme é interrompido devido a “uma bobine em falta”, continuando depois com a acção completamente alterada.

À partida, o parágrafo anterior pode levar o leitor a concluir que a minha apreciação do filme é negativa, mas tal não podia estar mais longe da realidade. Com tudo aquilo, quero apenas dizer que me parece que o único destino de sucesso da dupla Death Proof/Planet Terror só pode passar pelo público cinéfilo, capaz de compreender as origens e intenções de todo o conceito. E depois, entre esses, uns gostarão, e outros nem por isso, mas parece-me muito pouco provável que especialmente Planet Terror consiga agradar ao público comum, chamemos-lhe assim. É que a abordagem aos velhos exploitation movies dos anos 70 e 80 é aqui conduzida ao extremo, com cenas delirantemente ridículas, soluções narrativas propositadamente banais e preguiçosas e muito, muito gore, com sangue, tripas e muito mais espalhados por todo o lado.

Se Tarantino apostou no imaginário das perseguições automóveis como forma de explorar as suas habituais obsessões autorais, Rodriguez também se manteve fiél ao seu cinema, menos requintado e brilhante, mas sempre de grande energia e imbuido no inevitável espírito “xunga”. Tal como havia feito em From Dusk Till Dawn, ainda o seu melhor filme, o realizador pega em monstros zombificados (no filmes anterior eram vampiros, agora são zombies, mas acaba tudo por dar no mesmo) e coloca um grupo de humanos a tentar escapar à mordidela, disparando contra tudo o que move. Num filme também ele carregado de homenagens (Carpenter, Romero...), Rodriguez preocupa-se mais em divertir-se com a sua história do que em se transcender, e isso fá-lo com total aprovação, recorrendo a alguns dos seus “truques” mais deliciosos, que passam pela criação das armas mortíferas mais improváveis (agora é uma mítica perna/metralhadora, depois da mítica metralhadora genital), do derramamento de sangue a rodos e um sentido de (auto-)paródia cinematográfica que lhe fica muito bem.

Como já disse antes, é preciso entrar no espírito e compreender o conceito antes de embarcar nesta aventura, mas uma vez cumpridas essas condições, não creio que haja lugar para desilusões. Desde a sensualidade de Rose McGowan (que abre as hostilidades com um belo strip acompanhado de lágrima ao canto do olho) ao carisma de Freddy Rodríguez, todos parecem estar a divertir-se à grande, divertindo-nos também. Tal como o realizador, seja na orquestração das mais repugnantes cenas do ano, seja na exploração visual dos atributos femininos tão ao jeito dos velhos exploitation. É de louvar a forma como Rodríguez procura o ridículo e depois... o ultrapassa sem preconceitos de qualquer espécie. Não é genial, tudo bem, mas nenhum filme com pernas matadoras pode ser mau, e este está longe disso. Pena é que o futuro não augure nada de bom para outras obras do género...

posted by Juom @ 7:27 da tarde   0 comments
quarta-feira, novembro 07, 2007
Filme do Mês | Outubro

Ana Silva The Brave One


"Este mês a minha escolha recai sobre «The Brave One». Um filme angustiante, cuja história pode acontecer na vida de qualquer um de nós. É a história do medo, de quando ele chega até nós e nos absorve. Quando não nos deixa sair à rua e nos obriga a fechar a porta. Jodie Foster regressa ao grande écran e encarna a personagem na perfeição, tornando ideal o misto de vingança e de amor que envolvem o filme. "

H. The Brave One

"O meu destaque deste mês vai para o último de filme realizado por Neil Jordan, que marca um regresso em grande dessa actriz magnífica que é Jodie Foster. Numa personagem em que estamos pouco habituámos a ver mulheres, Foster assume de forma irrepreensível a pele de alguém que devido à perda do companheiro perde o seu lado ingénuo da vida e assume o papel de justiceira das ruas nocturnas de Nova Iorque. E se Foster é soberba, Neil Jordan brinda-nos com a sua competência para filmar os movimentos de seres atormentados em meios tão familiares como hostis. "

not_alone Planet Terror

"Robert Rodriguez é ainda mais ambicioso do que Tarantino na sua metade de Grindhouse. Planet Terror é um verdadeiro festim de tripas, sangue e coração. Também esta metade um tributo a filmes de culto; desta feita os géneros gore e zombie (sempre com o cunho Rodriguez à mistura) entre outros. As referências funcionam mais como um comic relief e a acção incessante do filme dá-lhe a pujança necessária para que este seja um sério candidato, por mérito próprio, a filme de culto.. "

Paulo Les Chansons d'Amour

"Num mês onde as visitas às salas foram escassas, houve ainda assim tempo para me deliciar com este belíssimo e comovente drama musical de Christophe Honoré, onde tudo flui com uma paixão tão intensa que depressa se torna num caso de amor inevitável. Não é o filme do ano, mas é certamente das experiências que mais perto me tocaram. As interpretações são magníficas, todas elas, e cada música parece perfeitamente encaixada na narrativa que a certa altura nem damos por elas. E depois, há toda aquela sequência à chuva, que não me canso de destacar como das mais fortes que vi este ano..."

P.R. The Brave One

"The Brave One para além de ser um filme de um realizador competentíssimo é, sobretudo, um filme de uma actriz absolutamente perfeita: Jodie Foster. Com um desempenho absolutamente notável que a coloca na galeria das melhores do ano, Foster imprimi uma profundidade dramática arrepiante a um filme que, só por si, já tem os seus méritos. A descoberta de um novo "eu" enlaçado no redescobrir de uma cidade oferece momentos excepcionais que, de certo, perdurarão na memória de quem os viu."

Duarte Le Scaphandre et Le Papillon


"Tendo já debitado umas linhas sobre o filme neste espaço, nunca é demaistecer-lhe outro forte e rasgado elogio. É das coisas mais imaginativas eacolhedoras dos últimos tempos. Uma obra que tem um largo coração, e que seapoia nele para criar uma narrativa surpreendente e comovente, tendo emconta todas as desventuras e limitações físicas da personagem principal. E sim, é mesmo uma história verídica."

E vocês? Qual foi o filme que vos arrebatou em Outubro?

posted by P.R @ 11:30 da manhã   3 comments
domingo, novembro 04, 2007
Grandes Momentos | Vanessa da Mata e Ben Harper | Boa Sorte Good Luck


Porque a vida é feita de desafios, e porque desejamos para eles o melhor. Aqui, fica para todos e para aqueles que a buscam todos os os dias.
posted by Ana Silva @ 10:09 da tarde   4 comments
 

takeabreak.mail@gmail.com
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