domingo, agosto 27, 2006
Donna Maria | Casino Lisboa | 26-08-2006
Misturando música tradicional portuguesa com electrónica, o trio Donna Maria tem recebido diversos elogios da crítica e de outros músicos portugueses desde que lançou o seu (até agora) único álbum «Tudo é para Sempre». O sucesso junto do público parece ser também um trunfo da banda lisboeta composta por Marisa Pinto, Miguel Ângelo Majer e Ricardo Santos.

Após uma digressão por vários pontos do país, os Donna Maria atracaram ontem no Casino Lisboa, para um concerto onde, excepcionalmente, o Auditório dos Oceanos esteve aberto para o Arena Lounge, o que visualmente foi, no mínimo, curioso.
Com algum atraso, o trio apresentou-se em palco acompanhado de outros dois músicos e iniciaram o concerto com “Foi Deus”, versão de Amália Rodrigues com um toque electrónico que lembra a sonoridade de um dos trabalhos dos Madredeus. Em cerca de uma hora percorreu alguns dos seus temas mais célebres como “Dois lados do mesmo adeus”, “Pão para a multidão”, “Azulejos voadores” ou o celebérrimo single “Quase perfeito”. Com uma energia imparável em palco, Marisa Pinto cantava, dançava e exortava a multidão a acompanhá-la, o que aconteceu com algumas reservas. O que se poderia ter tornado um momento mais fraco da actuação, a cover de “Estou além” do grande António Variações que pouco se eleva acima de mera música ambiente, tornou-se um espectáculo surpreendente com Marisa Pinto a dar ares de rapper.

Seguros e simpáticos, os Donna Maria provaram saber comunicar com o público, mas parece-me que só um segundo trabalho discográfico poderá definir mais claramente o seu lugar na música nacional. Sem a ironia ácida genial d’A Naifa, com quem por vezes são feitas associações, aos Donna Maria ninguém tira, contudo, o mérito de terem revitalizado a música portuguesa com alguma originalidade, mostrando como se pode fazer música apelativa na língua de Camões e em como o fado e a canção portuguesa não se esgotam nos clássicos.

posted by H. @ 12:58 da tarde  
7 Comments:
  • At 11:49 da tarde, Blogger not_alone said…

    Ah, eu gosto tanto dos Donna Maria. São uma banda que consegue criar simpatia à sua volta. Vi-os no Santiago Alquimista e foi muito bom. Muitas influências, muitos convidados. Muio boa onda. :P

     
  • At 11:52 da tarde, Blogger H. said…

    Pessoalmente prefiro A Naifa, mas os Donna Maria inspiram essa simpatia que dizes e ñ pude deixar passar a oportunidade de os ver finalmente ao vivo...

     
  • At 11:58 da tarde, Blogger not_alone said…

    Eu não gostei muito do 2º cd dos A Naifa. Tem algumas musicas interessantes, mas no geral aborreceu-me. Mais do mesmo. Espero que os Donna Maria não caiam também no erro de seguir fórmulas seguras.

     
  • At 10:18 da manhã, Blogger H. said…

    Tb gostei mais do 1º album d'A Naifa realmente... Mas não está mau, está apenas semelhante...

    São estas coisas que me fazem ficar apreensiva p/ saber se os Donna Maria sobrevivem...

     
  • At 1:23 da tarde, Blogger P.R said…

    Eu do pouco que conheço d'A Naifa, não gosto muito da voz da senhora vocalista. Perfiro, bastante mais aliás, Donna Maria mas talvez seja porque conheço bem melhor

     
  • At 1:27 da tarde, Blogger A. said…

    Donna Maria é brutal. Pessoalmente prefiro Donna Maria a A Naifa, apesar de nunca ter visto os últimos ao vivo.

    Oh. Queria tanto ter ido ver os Donna Maria ao Casino.

    Parabéns pelo blog.
    Bisous!*

     
  • At 7:04 da tarde, Blogger Knoxville said…

    Vi os Donna Maria no Festival Maré de Agosto, e apesar de ter gostado q.b. da música, não gostei da sua presença em palco. Gestos e movimentos extremamente repetitivos e presos.

    Cumprimentos.

     
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