domingo, outubro 29, 2006
Vídeo da Semana | MAU | I need a Priest


Mau (Man and Unable) é uma das bandas mais promissoras do momento. Caracterizada pela sua multiétnia, Mau é composta por cinco jovens que se conheceram na Dinamarca onde todos estudavam cinema. No entanto, foi a paixão pela música que emergiu e Luís Fonseca de Sousa, Pablo Camp, Pia E.P. Mechler, António Soares e César Gomes deram corpo a este projecto interessante que canta em várias linguas. Com um som electrónico, uma imagem irreverente e um conceito promissor, Mau são, sem dúvida, uma banda do século XXI. Como vídeo escolhi este I need a Priest, um vídeo bem engraçado e diferente que foi realizado pela própria banda. Ou não tivessem eles estudado cinema...
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quinta-feira, outubro 26, 2006
Em estúdio


Duas das bandas que marcaram diferentes gerações vão gravar novos cd's de originais. Falo de Pixies e Bloc Party.

Os Bloc Party, que fizeram imenso sucesso com o seu "Silent Arm" e que recentemente afirmaram a sua vontade em mudar o seu registo quer em termos sonoros, quer em conteúdos, estão já a trabalhar nos novos temas com Jacknife, produtor de bandas como U2. O álbum que tem o titulo, ainda provisório, de "Weekend in the City", tem o seu lançamento agendado para 5 de Fevereiro de 2007.

Quanto aos Pixies, que já coleccionam bastantes mais êxitos que Bloc Party, vão também editar novos originais. Depois de vários desmentidos por Frank Black, a verdade é que já está confirmado que a banda entrará em estúdio no início do próximo ano. Esta é sem dúvida uma boa notícia para os fãs que assim poderá ouvir novas músicas da banda quinze anos depois do "Trompe Le Monde".
Fonte: Cotonete
posted by P.R @ 10:35 da manhã   0 comments
sábado, outubro 21, 2006
Vídeo da Semana | Jean-François Coen | La tour de Pise


Para a minha estreia nesta rúbrica, ocorreram-me várias ideias bastante distintas, mas a minha escolha acabou por recair sobre este La tour de Pise, de Jean-François Coen. Não que considere esta a música da minha vida, nem o vídeo que a acompanha seja o melhor alguma vez produzido. Nada disso. A escolha prende-se com uma razão bastante mais simples - quanto a mim, quer a letra de Coen, quer o vídeo assinado pelo genial Michel Gondry representam tudo aquilo que a palavra pop (tantas vezes mal usada) engloba. Penso que depois de visto o vídeo poder-se-à compreender facilmente o meu ponto de vista. Sem grandes artifícios - musicais ou visuais - penso que se trata de um belo poema audiovisual que vale a pena ser relembrado, 13 anos depois do seu nascimento. Espero que gostem.
posted by Juom @ 10:50 da manhã   3 comments
sexta-feira, outubro 20, 2006
The Concretes | In Colour


Há pouco tempo fiz uma descoberta preciosa, The Concretes, grupo de indie pop sueco que se tornou o meu último pequeno favorito. O seu terceiro álbum de originais, «In Colour», editado este ano, é simples e agradável, com vozes em coro, teclados e cordas deliciosos e um inapagável encanto pueril.

As canções são tão doces como uma eterna celebração da adolescência, com os seus momentos mais alegres (“Fiction”) e mais angustiantes (ouça-se “Your Call”). A canção melhor conseguida do disco é provavelmente a última, “Song For The Songs”, uma conjugação de vozes e música automaticamente viciante.

O título do disco não se poderia coadunar melhor com o espírito do mesmo. Música colorida, optimista até quando é mais tristinha, não é arrebatadora e transcendental mas sim uma boa companhia para qualquer estação.
Para dar as boas vindas ao frio, quando se começa a sentir o fim do Verão.

posted by H. @ 6:19 da tarde   0 comments
quinta-feira, outubro 19, 2006
The Devil wears Prada



The Devil wears Prada era um filme que aguardava com moderada expectativa. O meu entusiasmo prendia-se essencialmente com dois factos: o tremendo sucesso que fez nos Estados Unidos, em que gerou mais de 100 milhões de euros nas bilheteiras, um feito histórico para um filme deste género, e por ter a grande Meryl Streep num registo diferente do que nos tem habituado. Visto o filme, não consigo disfarçar algum desapontamento.

The Devil wears Prada é a história de Andy (Anne Hathaway) uma jovem inteligente e aspirante a jornalista que, tentando a sua sorte, vai a uma entrevista para ser uma das assistentes de Miranda (Meryl Streep), a impediosa, possessiva e ultra-exigente directora da revista mais importante do mundo da moda, a RunWay. Este é um mundo onde a aparência é deveras salientada, e onde o cabelo, os sapatos e as roupas têm de estar absolutamente perfeitos. Acontece que Andy é uma rapariga normal, igual a tantas outras, com o menor sentido de estilo e que nem sequer conhece marcas como Dolce e Gabanna. Partindo desta premissa, as peripécias, como devem imaginar, serão muitas…

Porém, o mundo da moda é retratado no cinema quase sempre com os meus clichés, e mais uma vez, este filme não é excepção. Está tudo lá, a rapariga feiinha que é transformada numa top-model, as zangas com o namorado por causa do emprego, o sucesso repentino que faz a antiga menina tímida transformar-se numa mulher decidida e que suplanta as outras … … A verdade é só uma, este filme, que conta com quase duas horas, excessivo para o género de filme que é, é uma chuva de estereótipos já vistos em n filmes semelhantes. Apesar de tudo, o filme tem momentos bem conseguidos e consegue arrancar alguns sorrisos a quem o vê.

Há, no entanto, algo neste filme que o faz destacar dos demais que é, como todos já devem estar a pensar, Meryl Streep. O seu desempenho é marcado por humor muito mordaz e requintado, e por um savoir faire que se destaca largamente. Mais um desempenho fascinante de uma grande actriz, e era bastnte fácil escorregar em doses exageradas de maneirismos e histerimos. Mas não, Streep, que é de uma comicidade subtil e de uma frieza impressionante, mostra porque é considerada a melhor actriz viva e tem mais uma brilhante performance E claro está, nas cenas mais dramáticas, porque também as há, é a sua contenção e sensibilidade que inunda o ecrã. Um dos desempenhos do ano. Quanto a Anne Hathaway, cumpre com eficácia mas sem grande brilhantismo, até porque o seu papel não dava para muito mais.

Este ano de 2006 tem sido fértil em desilusões mas também em surpresas. The Devil wears Prada encontra-se no limbo, se por um lado convence, principalmente pela verosimilhança que Streep imprime a película, por outro não traz nada de novo ao género, sendo o final, e depois de um monólogo fantástico de Streep, o pior do filme. Assim sendo, as duas estrelas e meia é mesmo a melhor a classificação.


Classificação:
posted by P.R @ 8:24 da tarde   5 comments
segunda-feira, outubro 16, 2006
Annie Hall vs Manhattan

Por P.R

Escolher entre Manhanttan e Annie Hall não é, como saberão aqueles que virão os dois filmes, algo fácil. A solução, porém, emerge dos próprios filmes de Woody Allen, ou seja, há que escolher de forma apaixonada aquele que mais nos toca, aquele que desperta em nós a multiplicidade de sentir. Desta forma, e apesar de reconhecer os profundos méritos de Manhattan, Annie Hall teve, e tem, o dom de me arrebatar e de me deixar absolutamente rendido à aura que o filme emana.

Annie Hall é um conjunto de momentos que se cristalizam numa obra perfeita. Pautado por uma construção, quer de forma quer de contéudo, absolutante incrível, Allen colecciona momentos memoráveis. Durante 93 minutos somos deslumbrados com a casa construída por debaixo de uma montanha russa que, metaforicamente, explica tão bem a personalidade de Alvy, com as cenas brilhantes em que as personagens viajam ao passado e se revêem nuns anos antes, com as cenas em split screen dos dois protagonistas e com a cena absolutamente singular em que Allen exprime os pensamentos das personagens através de legendas, que não correspondem exactamente aquilo que elas mesmo dizem … Mas a grandeza do filme reside na personagem que lhe dá o nome, Annie Hall. Allen dá ao cinema, e perdoem-me a afirmação hiperbolizada, uma das personagens mais sublimes da história do cinema. Annie Hall emana um perfume irresistível, revelador de todo o seu encanto e beleza. É extraordinário o poder de Diane Keaton e de Annie Hall, que se fundem numa só e nos enfeitiça com a doçura frágil que emana em cada olhar, em cada sorriso… Quer queiramos quer não, todos nós nos apaixonamos pela Annie Hall, pela sua forte personalidade, pela sua inesgotável energia e boa-disposição e, sobretudo, pela excelsa paixão que revela em cada pormenor.

Annie Hall é um dos filmes da minha vida. Tem as suas imperfeições, é claro, mas a própria vida é feita de percalços, de passos mais certeiros e de outros que nos fazem resvalar para os sentimentos mais recônditos. Felizmente, ainda existem muitas Annie Hall, que nos fazem olhar o mundo de uma forma apaixonada e que transformam as nossas inquietantes fraquezas em passos firmes. Obrigado…


Por Paulo

Escolher uma favorita entre essas duas grandiosas obras de um dos maiores realizadores do mundo é capaz de ser das coisas mais complicadas que fiz nos últimos tempos. Qualquer fã a sério de Woody Allen tem certamente Annie Hall e Manhattan no topo das suas preferências cinematográficas. Então o que me fez a mim, fanático do realizador nova-iorquino (daqueles que vê e revê os seus filmes a um grande rito), escolher a abordagem clássica de Manhattan em detrimento da irreverência formal e narrativa de Annie Hall?

Acima de tudo, impõe-se a velha razão: porque um me tocou mais profundamente do que o outro. Mas há, obviamente, factores de peso nesta escolha, que parte desde logo do seu título. Confesso-me também um apaixonado por todas as facetas com que a cidade de Nova Iorque nos brindou no cinema, local onde podem conviver as visões mais sujas (veja-se Taxi Driver) com as mais românticas, como é o caso. Nunca visitei a cidade, mas de certa forma vejo-a também como vejo uma grande actriz, capaz de mudar completamente de registo de filme para filme. E além de Allen se lançar numa declaração de amor à própria cidade, declara-se também àqueles que a habitam, analisando-os, criticando-os, homenageando-os... É uma fascinante sinfonia iluminada a preto e branco, ritmada pelos temas de George Gershwin, e habitada por um grupo de talentosos actores, todos eles no topo do seu jogo e capazes de debitar na perfeição os mordazes, inteligentes e hilariantes diálogos de Allen. Depois... depois temos aquele final tão agri-doce, capaz de me derreter completamente o coração, onde aquelas duas personagens são engolidas pela grandiosidade da cidade – independentemente do seu destino, Manhattan continuará a brilhar como sempre.

“Not everybody gets corrupted. You have to have a little faith in people.”
- Mariel Hemingway, como Tracy, em Manhattan.

E vocês? Annie Hall ou Manhattan?

posted by P.R @ 9:40 da tarde   16 comments
Nouvelle Vague | Paradise Garage | 14-10-2006

Talvez Bela Lugosi esteja morto mas os clássicos não estão nem mortos nem enterrados no hermetismo de uma versão única. Os Nouvelle Vague provaram-no em palco este Sábado, tal como o haviam demonstrado nos dois discos que até agora lançaram (“Nouvelle Vague” de 2004 e “Bande À Part” de 2006).
Este grupo de franceses pediu emprestado o nome ao movimento cinematográfico que se iniciou por volta dos anos 60, uma escolha certamente não aleatória uma vez que a Nouvlle Vague viveu também ela da “reinvenção” de coisas já existentes. Da redescoberta também. Nenhuma das canções dos Nouvelle Vague é deles. Eles pegaram em canções basilares da cultura pop-rock, actualmente em redescoberta com um saudosismo dos 80s e afins, e rearranjaram-nas sobretudo com influências bossa-nova.

As razões do sucesso: imaginação, doçura e sentido de homenagem. Ao vivo são de uma competência a assinalar, sem nunca descurarem a simpatia. Transmitem uma ideia contagiante de que gostam do que estão a fazer.
Num concerto a recordar pelo encanto da sonoridade em plena conjugação com o espaço relativamente reduzido do Paradise Garage, os Nouvelle Vague percorreram quase todas as canções do último álbum, não olvidando algumas canções-chave do disco anterior. Destaquem-se “Too Drunk to Fuck”, “Just Can’t Get Enough”, “Ever Fall in Love?” e, claro, “Bela Lugosi’s Dead”.
O momento mais esperado da noite ficou reservado para a parte final. Esse amor que separa dos Joy Division continua a unir. “Love Will Tear Us Apart” foi um momento de comunhão de vozes e maravilha.
Entusiasticamente aplaudidos, ainda regressaram duas vezes ao palco, brindando-nos numa delas com a belíssima “In a Manner of Speaking” que alguém apaixonado na audiência pedira para dedicar à cara metade.

Ouvir Nouvelle Vague não constitui nenhuma obrigação cultural mas proporciona deliciosos momentos de revisitação, ou, se quiserem, um exercício de saudosismo que prima pela agradabilidade e não pela frustração. Segundo a promotora do evento, daqui por um ano cá os teremos outra vez.
posted by H. @ 4:53 da tarde   2 comments
domingo, outubro 15, 2006
Marco Martins no teatro


Marco Martins, o homem por detrás do melhor filme português desde há muito tempo, Alice, decidiu lançar-se num novo projecto, desta vez no teatro. Com textos de José Luis Peixoto, um dos melhores escritores portugueses da actualidade, a peça será assim um original e estará em cena no S. Luiz a partir de Maio de 2007. No entanto, e se a dupla Marco Martins - José Luis Peixoto já nos deixa a salivar, a confirmação de Nuno Lopes, Beatriz Batarda e Gonçalo Waddington como actores, faz desde projecto um dos mais esperados do ano.

Depois de Alice, Nuno Lopes, Beatriz Batarda e Marco Martins voltam-se a reunir no mesmo projecto. Honestamente, não consigo exprimir o quão ansioso estou para estar na primeira fila a ver esta peça que, de certo, não fracassará as expectativas.
posted by P.R @ 1:18 da tarde   3 comments
sábado, outubro 14, 2006
Vídeo da Semana | Interpol | Evil



Estranho, perturbador, estiloso, dançável, febril, inventivo. Assim é “Evil” dos Interpol, a banda a que (finalmente) me rendi…

posted by H. @ 1:06 da manhã   3 comments
quarta-feira, outubro 11, 2006
Evanescence | The Open Door


Pelo single de apresentação do terceiro álbum dos Evanescence, “Call Me When Your Sober?” (pode-se pensar em título mais idiota?) julguei que «Origin» e «Fallen» tivessem sido apenas trabalhos interessantes de principiante e que, agora que a fasquia de exigência subiu, eles não se tivessem sabido superar. Talvez esperando pouco de «The Open Door» este se acabe por revelar uma surpresa.

É certo que os Evanescence continuam iguais a si mesmos, com uma sonoridade que em nada se procura distanciar dos trabalhos anteriores. É rock que alguns catalogam de gótico ou novo-gótico (provavelmente mais pela imagem que a banda passa que pelo som em si), com as habituais misturas com música clássica. Aliás, a vocalista e compositora Amy Lee nunca escondeu que um dos seus ídolos máximos era Wolfgang Amadeus Mozart, cujo «Requiem» é aqui usado em parte em “Lacrimosa”.
Esta é aliás, a faixa a reter do álbum, bem secundada por “Lithium”, “Snow White Queen”, “Good Enough”. Mas atente-se na curiosa passagem de "Your Star" em que Lee diz I can't see your star / The mechanical lights of Lisbon frightened it away. Desconhecia esta inspiração lusa na música dos Evanescence!
É quando procura essa aproximação a um som mais clássico e poderoso que a música dos Evanescence se torna mais apelativa, embora nunca as suas letras deixem de soar a uma crise de adolescência perpétua.

Talvez por ter descoberto «Fallen» antes do “fenómeno” ter irrompido por essa juventude de gostos duvidosos, tive em boa conta o trabalho dos Evanescence, que me parecia na altura bastante curioso pela forma como unia uma melancolia dilacerante com um rock mais negro e pesado. Se tal só é interessante numa certa fase da vida, talvez não deixe de ser verdade. Nós crescemos, eles ficam iguais. Mais ainda assim, é curioso constatar como um grupo consegue alcançar um sucesso comercial considerável com música infinitamente mais interessante com o hip-hop oco e r ‘n’ b duvidoso que enche os tops e os canais tipo MTV.
Eles não se elevaram, mas também não se desvirtuaram. Quem gostou dos outros álbuns não rejeitará este, quem não gostou não vai passar a gostar. Quem quer conhecer, aconselho o primeiro e quase desconhecido álbum, «Origin».
posted by H. @ 1:08 da tarde   5 comments
terça-feira, outubro 10, 2006
Take a Break abre as portas

O Take a Break inaugura hoje uma nova secção mas, desta vez, não seremos nós os protagonistas. Queremos que sejam os nossos leitores a partilhar os seus sentimentos e pensamentos acerca de um livro, de um filme, de uma peça de teatro ou de um cd. Contámos com as vossas críticas, que devem enviar para takeabreak.mail@gmail.com. Esperamos que gostem desta iniciativa e que, sobretudo, aderiam com as vossas opiniões. Obrigado

A equipa Take a Break
posted by P.R @ 9:43 da tarde   0 comments
segunda-feira, outubro 09, 2006
O sucesso de The departed

Actualizado

Num ano em que se tornou comum vaiar os filmes mais esperados e usual fazer disso notícia, porque não falar do sucesso contundente de The Departed? Adaptado do bem-sucedido Infernal Affairs de 2002, Scorsese deixou-se de obras megalómanas com vista a resgatar o Óscar que lhe tem escapado e voltou às produções mais pequenas, às intrigas policiais e aos meandros da máfia. Estando já garantido um excelente argumento e uma realização com a qualidade que lhe é conhecida, Scorsese não deixou nada ao acaso e muniu-se de excelentes actores para darem corpo às personagens. Assim temos o já usual Leonardo di Caprio, Matt Damon, Mark Wahlberg, Martin Sheen, Alec Baldwin e... Jack Nicholson que, suspeito eu, deve ter um desempenho monumental

Sendo assim qual o resultado desta mistura e o porquê de post? Porque, contrariamente à tendência verificada este ano The Departed tem sido elogiadíssimo pela crítica, pelos fãs e pelo público em geral. Vejamos os números: 27 milhões de dólares do fim de semana de estreia e consequente 1 lugar dos filmes mais vistos, 94% de críticas positivas no rotten tomatoes e, espantem-se, 8,7 (!!) no Imdb entrando desde já para o 77º lugar dos 250 melhores filmes de sempre. A escalada de The Departed está imparável .... e quem sabe onde chegará?

Confesso, sabe bem depois de tantas críticas ferozes e impediosas ver um filme pelo qual anseio ser bastante elogiado em todas as vertentes. Parece que no que diz respeito ao The Departed podemos estar tranquilos.

posted by P.R @ 9:40 da tarde   8 comments
Vídeo da Semana | Camille | Ta Douleur


Para além desta música ser totalmente viciante o vídeo é muito divertido.
posted by not_alone @ 1:33 da manhã   0 comments
domingo, outubro 08, 2006
The Black Dahlia


No universo de The Black Dahlia, da autoria de James Ellroy e adaptado ao cinema por Brian De Palma, Hollywood é uma terra de sonhos destruídos, onde não há personagens boas, de coração puro e por corromper. É um mundo onde não se distinguem facilmente os dois lados da lei, ou o glamour da mais pura depravação. É o mundo onde encontramos Bucky Bleichert (Josh Hartnett), o narrador e o nosso “olhar principal” ao longo da trama. A acção situa-se nos anos 40 do século passado e ele é um boxeur e agente policial nos conta como travou amizade com Lee Blanchard (Aaron Eckhart), companheiro nos seus dois ofícios e que o ajudou na sua subida na hierarquia policial. Entre eles há ainda uma mulher, Kay Lake (Scarlett Johansson), ex-prostituta e companheira de Lee, que também a ajudou a reencaminhar a sua vida. Este trio ocupa uma posição central em toda a trama, iniciando uma estranha relação, marcada por uma clara tensão sexual latente entre Bucky e Kay. Mas claro que não poderíamos estar em território do noir sem a presença de uma mulher fatal (Hillary Swank) e, claro, de um terrível homicídio – neste caso, o de Elizabeth Short (Mia Kirshner), a Dália Negra, como a imprensa chamou esta aspirante a actriz encontrada morta e brutalmente desfigurada – uma história verídica e um dos crimes mais horrendos jamais ocorridos em Hollywood.

Calmamente, o filme começa por nos apresentar as suas personagens principais, sempre seguindo o ponto de vista de Bucky, estabelecendo rapidamente as suas relações – seja com o anteriormente mencionado duo, seja com o seu pai, já num muito debilitado estado de saúde mental. Igualmente importante é a forma como ficamos a conhecer os seus corrompidos valores morais, sabendo-o capaz de se deixar vender (tal como a maioria das personagens), ainda que muitas vezes o faça com a melhor das intenções (nem que seja para ajudar o seu pai, por exemplo). Contudo, e ao contrário do que muitas vezes tem sido dito em relação ao filme, é mesmo com a introdução ao caso da Dália Negra que o filme o seu ponto crucial. Porquê? Porque é a partir desse instante que parece haver uma bidireccionalidade nos pontos de vista, um conceito que dificilmente é melhor trabalhado no cinema actual do que por Brian De Palma. Isto porque a partir desse momento, o espectador passa também a ser um interveniente directo na acção ou, se quisermos, um cúmplice, com a entrada dessa obsessão quase doentia do realizador, o voyeurismo. Primeiro, porque se vê na obrigação de encarar directamente o cinema, sendo que quando nos coloca diante de uma tela, a assistir às gravações das audições de Elizabeth Short, é quase como se a estivéssemos a enfrentar directamente enquanto Elizabeth nos tenta desesperadamente seduzir, acabando irremediavelmente por se despir emocionalmente, expondo-nos toda a sua fragilidade. Esta situação chega a tornar-se particularmente dura de assistir, nomeadamente quando nos é mostrada uma cena de um filme feito por Elizabeth, onde toda a noção da câmara enquanto objecto violador é levada ao extremo e nós, espectadores, sempre deste lado a assistir revoltados mas incapazes de desviar o olhar – e num golpe tremendo de ironia, tal como Michael Powell fez em Peeping Tom, é o próprio Brian De Palma quem se coloca pessoalmente no filme como a voz e a figura monstruosa por detrás da câmara. E a verdade é que, tal como sempre, De Palma parece divertir-se particularmente ao deixar-nos nesta posição e, se virmos bem, o autor americano filma sempre as cenas de sexo do lado de cá de uma porta ou de uma janela, fazendo de nós mirones activos a espreitar despercebidos.

Neste sentido, The Black Dahlia surge como uma das obras mais difíceis de digerir e De Palma, tal como lhe reconhecemos, não se desvia por caminhos mais fáceis, acabando ele próprio por se encarregar de tornar tudo ainda mais excessivo. A começar mesmo pelo argumento, da autoria de Josh Friedman, que condensa um sem número de pequenos casos paralelos ao homicídio principal e que podem tornar-se algo difíceis de seguir por parte de espectadores menos interessados naquilo que o filme tem para oferecer, e que em condições normais, poderiam ter sido minimizados. Mas a verdade é que cada caso vai contribuindo para a evolução de uma narrativa que acaba por engolir tudo isso, e no final as pontas soltas acabarão por encontrar um rumo cuja aceitação está, também ela, dependente da forma como até então o espectador se deixou agarrar pelo filme. Como se sabe, De Palma é mais um contador de histórias visuais do que de narrativas bem arrumadinhas, e aqui o estilo assume uma preponderância pouco habitual no cinema actual. A começar pelos actores, que desde logo assumem uma postura clara do clássico film noir, com a própria debitação de diálogos a chegar-nos aos ouvidos de forma muito particular e algumas personagens surgem de composições claramente exageradas e tipificadas. Josh Hartnett revela-se ideal não pelas suas qualidades dramáticas (nunca foi um grande actor), mas sobretudo por essa característica tão inseparável desse género cinematográfico: a sua presença discreta e contida, quer física quer vocalmente (ao nível da narração, suave e quase inexpressiva). Os outros, sem se destacarem particularmente, revelam a solidez a que estamos habituados ainda que Aaron Eckhart e Hillary Swank consigam, a espaços, momentos particularmente intensos, sendo que Swank surge absolutamente perfeita como femme fatale e Eckhart defende uma das personagens mais complexas do filme. Mas no que a este departamento diz respeito, é Mia Kirshner que carrega às suas costas os momentos mais memoráveis do filme, numa aparição muito curta (e vista sobretudo através de bobinas a preto e branco) mas absolutamente marcante e das melhores do ano. Há algo na sua expressão magoada que atinge com força o espectador, o que é essencial ao sucesso do filme. Tinha de ser esta personagem, e não qualquer outra, a destacar-se e a chamar a si as atenções do espectador – porque é ela que dá nome ao filme, e é a partir dela que o filme atinge esse patamar inesquecível, e Brian De Palma percebeu isso perfeitamente, escolhendo a actriz perfeita para o papel exacto. Uma autêntica revelação.

Mas a grande estrela aqui é o cinema, no melhor e no pior dos sentidos. No melhor, porque temos aqui um verdadeiro espectáculo dado por um realizador absolutamente fabuloso. O seu dedo nesta obra é perfeitamente visível, estando as suas habituais marcas visuais espalhadas gloriosamente ao longo da película: temos magníficos planos-sequência como aquele em que o corpo de Elizabeth é encontrado, temos bizarros ângulos de câmara, temos a visão subjectiva (noutras palavras, a câmara representa, literalmente, o olhar das personagens), temos sequências magistralmente encenadas – repare-se na construção dessa cena crucial, nas escadarias, e repare-se na força de cada elemento cinematográfico combinado para nos oferecer um todo inesquecível (da música à iluminação). Torna-se assim também impossível não referir a excelência dos vários departamentos na concretização do filme: a música (de Mark Isham) é imperial na forma como nos envolve na trama; a montagem (de Bill Pankow) é virtuosa na maneira como esconde ou dá a entender certos elementos, de acordo com as necessidades do filme, na melhor tradição do policial; depois temos mais uma mostra de todo o talento de Dante Ferretti no design de produção e a fotografia de Vilmos Zsigmond, que funciona também como um elemento essencial onde a luz não serve efeitos simplesmente decorativos, mas também (e sobretudo) narrativos. Resumidamente, estamos diante de uma amostra do melhor que o cinema tem para nos oferecer quando os meios o permitem, e mesmo os detractores do filme concordam que estamos diante de uma das obras visualmente mais bem conseguidas do ano. Por outro lado, aquilo que não nos sai da cabeça no final, é essa visão tão negra e desencantada sobre Hollywood com que o filme nos deixa. E, no limite, The Black Dahlia é também um filme que nos depara com esses dois extremos, o sonho e a realidade, o brilho e o negrume da Meca do cinema. Se virmos bem de perto, encontramos mais do que uma simples homenagem ao cinema noir americano da época, e sim um horrível retrato dos recantos mais escuros da mente humana. E uma das obras máximas do ano.

posted by Juom @ 3:40 da tarde   2 comments
sábado, outubro 07, 2006
O Amante | Marguerite Duras

Fala-me, diz que soube logo, desde a travessia do rio, que eu seria assim com o primeiro amante, que amaria o amor, diz que sabe já que o hei-de enganar e também que hei-de enganar todos os homens com quem virei a estar.

Marguerite Duras é das minhas autoras de eleição em parte pela forma como (d)escreve a sua vida e experiências transformando-as em arte em bruto. A sua infância e adolescência na então colónia francesa da Indochina serviram de inspiração a várias das suas obras, como Os Insolentes ou Uma Barragem Contra o Pacífico, mas nenhuma é tão célebre como O Amante, que lhe valeu o Prémio Goncourt em 1984.

Neste livro, Duras evoca a relação que teve com o homem que lhe ensinou o significado do prazer, um homem doze anos mais velho que ela, chinês, que se tornou o seu amante quando ela tinha quinze anos e que se consumiu de amor por ela enquanto ela orquestrava já um desprendimento emocional. Isto porque ela dá-lhe tudo, excepto o amor que ele sente.

Tendo como centro a história da relação com o amante, o livro está também povoado de descrições da vida colonial, a pobreza e a miséria e os sítios dos ricos. E claro, a relação com a família, nomeadamente a figura da mãe e do irmão mais velho, recorrentes nos livros de Duras, um esconjurar das suas próprias vivências tumultuosas.
As palavras de Duras são claras e brutas, simultaneamente frias e quentes, profundamente humanas. Há uma necessidade de também nós sentirmos com esse misto de êxtase e distância o que ela conta. Só assim nos podemos deixar tocar por esta história, que ao invés de explorar o escândalo, procura traçar um retrato pessoal, concomitantemente nostálgico e desencantado, dos tempos que passaram.

O livro foi adaptado ao cinema em 1992 por Jean-Jacques Annaud.

posted by H. @ 11:49 da manhã   1 comments
quinta-feira, outubro 05, 2006
The Pillow Man - O Homem Almofada


"Um bocadinho diferente..."


A arte de contar uma história a uma criança não é apenas uma forma de as distrair. É dar-lhe algumas ferramentas para que a sua imaginação e o seu intelecto se possam desenvolver. É através dessas histórias que se criam valores e morais, aos quais a criança se vai agarrar durante a sua vida.

Posto isto, The Pillow Man é uma história sobre várias histórias. Todas ligadas de certa maneira e que seguem um "tema" central. Em todas elas há uma criança magoada, que sofreu mais do que devia. Não sendo uma peça fácil de assistir, The Pillow Man lança-se no vasto mundo das histórias, dos seus propósitos, das responsabilidades que lhes podem ser imputadas e a quem as escreve. Será um escritor responsável por aquilo que as suas obras vão desencadear nas pessoas? Terá que responder a alguém por escrever coisas que nunca deveriam ser postas em prática? Perguntas que surgem durante esta densa viagem, num dia da vida de Katurian K. Katurian.



A complexidade das questões que este teatro aborda deixam-nos a pensar durante bastante tempo. Acorda-nos para algumas realidades que não conseguimos deixar para trás. De certa forma The Pillow Man é uma lição, não de vida, mas, para a vida. Mais do que isso, acorda em nós horizontes que nos fazem perceber o mundo de uma nova forma. Afinal de contas, como sabemos se a América é grande? Apenas porque nos dizem, como sabemos sequer que a América existe? Apenas porque nos dizem que existe. Passemos então à acção, partamos à descoberta dessas coisas que conhecemos apenas das histórias.



O sadismo e a perversidade são também temas abordados em The Pillow Man, acabando nós próprios por nos sentirmos algo culpados quando nos rimos de algumas das situações negras que se passam em palco. É um mundo perverso este dos que se riem do mal, é um mundo perverso, este em que as histórias matam, seria um mundo perverso, este, se nos privassem de obras como esta. De uma tensão angustiante, esta peça polémica, não é sobre depravações humanas, não quer tomar posições políticas e, definitivamente, não é uma história de embalar. Mas, de uma forma estranha e retorcida, acaba por ser tudo isso.

Tiago Guedes, o encenador, em conjunto com os 4 actores, Albano Jerónimo, Gonçalo Waddington, João Pedro Vaz e Marco D'Almeida, dão vida aos personagens e são eles que fazem chegar até nós toda a densidade dos textos. 4 perfeitas interpretações que nos deixam arrasados, chegados ao fim os 120 minutos de peça. Um verdadeiro murro no estômago que nos faz rir e chorar e que em momento algum nos passa ao lado.



Esta será daquelas experiências que me irá acompanhar durante muitos e largos anos.
A não perder no Teatro Maria Matos, até dia 15 de Outubro.

posted by not_alone @ 6:08 da tarde   9 comments
quarta-feira, outubro 04, 2006
Little Miss Sunshine

Tive ontem o prazer de ver em ante-estreia um dos filmes independentes mais aplaudido do ano: Little Miss Sunhsine. Escrita por Michael Arndt e realizado por Jonathan Dayton e Valerie Faris, o filme tem sido ovacionado pela crítica americana e pelo público, tendo 8.2 no Imdb (ocupa já a posição 199 dos 250 melhores filmes de sempre) e 93% de críticas positivas no rotten tomatoes. Na verdade, Little Miss Sunshine merece cada um dos elogios que lhe é feito.

O filme é um roadmovie/comédia sensível e intimista acerca de uma família disfuncional americana, os Hoovers. Assim, temos o pai, obcecado pelas 9 passos do sucesso, a mãe que tenta impedir a separação da família, o tio homossexual que tentou suicidar-se após perder o seu amante, o emprego e a reputação, a filha viciada em concursos de beleza, o filho adolescente que idolatra Nietzche e que fez um voto de silêncio até conseguir ser piloto das forças armadas e o avô viciado em cocaína. Quando tomam conhecimento do concurso de beleza Little Miss Sunshine com a qual a filha sempre se sonhou e se tem vindo a preparar há meses, a família junta-se e a bordo de uma carrinha amarela tenta chegar a tempo da filha participar no concurso.

A primeira coisa que urge salientar é o fantástico elenco do filme, que revela uma homogeneidade singular. Todos os actores estão bastante acima média conseguindo por-nos a rir numa cena, e comover noutra. Neste contexto, permitam-me os restantes actores que destaque o trabalho de Steve Carell que, muito longe das suas habituais participações, é de uma contenção que roça o limite, transparecendo com um simples olhar toda a sua angústia e frustração. No entanto, a pequena Abigail Breslin também é encantadora e espanta todos pela força da sua actuação e pela emotividade que transparece.

Voltando à história do filme, desta vez para uma análise mais profunda que uma mera sinopse, Little Miss Sunshine é um retrato cru e verosímil dos problemas de uma família e dos membros que a compõem. Dotado de uma complexidade nem sempre visível em películas deste género, o filme oferece-nos das personagens mais complexas e interessantes do ano, dando a cada uma delas pequenos pormenores deliciosos. Frisando o poder do amor, da família e do quão saboroso e transformador pode ser o fracasso, Little Miss Sunshine mostra-nos que a dor pode e deve ser impulsionadora da felicidade, providenciando a aprendizagem necessária para atingir tal estado. Aquela viagem é bastante mais do que quilómetros percorridos, é o olhar para dentro, o reconhecer das feridas que sempre assumiram a sua omnipresença e a tentativa de as sarar através do apoio daqueles que sempre estiveram perto mas sempre pareceram distantes.

Sendo um filme de personagens e de interpretações, Little Miss Sunshine é, sem dúvida, um dos melhores filmes estreados em Portugal em 2006. Apesar dos pequenos problemas em manter uma consistência em termos de narrativa, a verdade é que o filme está dotado de pormenores e situações absolutamente hilariantes e fascinantes graças ao seu argumento espantoso que, caso aconteça, como espero, será um justo nomeado na categoria homónima dos Óscars.

Classificação:
posted by P.R @ 10:37 da manhã   6 comments
domingo, outubro 01, 2006
Vídeo da Semana | Justin Timberlake | Cry me a River




Apesar de tentarmos avaliar ou demonstrar a grandeza que um videoclip pode ter, por vezes, é muito complicado dissociá-lo da música que representa. Neste caso, a música é independente da imagem, é a parte pessoal, não só do intérprete mas minha também. A força e o simbolismo deste tema fazem-me sentir coisas que só ele traz consigo - aquela energia inexplicável que percorre corpo e alma. É dedicado aos que naquele tempo deram as mãos. É dedicado aos que seguem em frente e se refazem das fases 'más' da vida. Força.

posted by Ana Silva @ 8:23 da tarde   5 comments
Live Fast, Die Young – The Wild Ride of Making Rebel Without a Cause | Lawrence Frascella & Al Weisel

“The drama of his life, I thought after seeing him in New York”, Ray recalled, “was the drama of desiring to belong, and fearing to belong… The intensity of his desires, his fears, could make the search at times arrogant, egocentric, but behind it was such a desperate vulnerability that one was moved, even frightened”. Once again, in describing Dean, Ray may well have been describing himself.

Quando foi lançado o ano passado, ano em que se celebrou meio século da morte de James Dean, Live Fast, Die Young foi notícia em várias publicações. Isto porque se tratava de um livro resultante de um grande trabalho de investigação de dois críticos de cinema sobre a rodagem de uma das películas mais influentes de sempre, Rebel Without a Cause (em português Fúria de Viver) de Nicholas Ray.

Verdade seja dita, o livro contribuiu para alimentar uma série de dados que podem ser encarados como “fofocas” da rodagem. Mas visto de outra perspectiva, estamos perante um estudo minucioso da construção de uma obra, desde inspirações pessoais de cada um, passando pelos esboços de um argumento até à repercussão mítica que teve (e tem).

Praticamente todo o elenco, desde os protagonistas aos secundários e até os duplos, merecem destaque, bem como membros da equipa técnica. As relações entre todos são dadas numa teia em tudo parece interligado.
Da figura de génio incompreendido de Ray até ao misterioso Dean, por quem todos se pareciam apaixonar, passando pela menina feita mulher Natalie Wood e o gay relutante Sal Mineo, a história da feitura deste filme dava um filme em si. Muito mais que um “quem-dormia-com-quem”, o livro assume uma dimensão fascinante de repositório de curiosidades cinéfilas, que lançam alguma luz sobre estas “personagens”, sem contudo deixar de alimentar o fogo do fascínio que as rodeia.

Para uma completa lembrança das cenas mais emblemáticas do filme, Live Fast, Die Young conta com 16 páginas de fotografias, quer do filme quer das pessoas nele envolvidas.

O livro interessará sobretudo aos admiradores do filme, de Dean e de Ray. Há um sentido quase de homenagem que paira na obra, nomeadamente nos capítulos finais, em que nos é dito o que aconteceu a James Dean, Natalie Wood e Sal Mineo depois de concluída a rodagem. E claro, Nic Ray, que merece uma “Elegy for a Director”.
Live Fast, Die Young é uma obra aliciante sobre um filme não só cinematografica como socialmente incontornável.

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posted by H. @ 2:55 da tarde   0 comments
 

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