terça-feira, julho 31, 2007
Michelangelo Antonioni - 1912-2007

Esta é sem dúvida uma semana muito triste para o cinema europeu e mundial. Depois de Ingmar Bergman, hoje parte mais um génio do cinema europeu: Michelangelo Antonioni. O seu dom trouxe-nos obras como "Profissão: Repórter" ou Blow Up - História de Um Fotógrafo". É nelas que ficará imortalizado.
posted by P.R @ 11:44 da manhã   3 comments
segunda-feira, julho 30, 2007
Ingmar Bergman - 1918-2007

Ingmar Bergman, um dos grandes realizadores do cinema europeu e mundial, faleceu hoje de manhã aos 89 anos. Autor de fantásticas obras-primas como "Sétimo Selo" e "Persona", o realizador sueco trouxe em 2003 a sua derradeira obra, Saraband. Hoje, o cinema ficou mais pobre.
posted by P.R @ 11:13 da manhã   4 comments
sábado, julho 28, 2007
Aimee Mann | Coliseu dos Recreios | 25-07-07

O Coliseu não estava esgotado, mas estava bastante composto para acolher pela primeira vez ao vivo em Portugal Aimee Mann. A promoção do concerto acentuou o facto de ela ser a voz do filme Magnólia, mas acredito que muitos dos que lá estavam na Quarta à noite sabem que há muita Aimee antes e depois dessa banda sonora. A minha expectativa era na verdade uma profunda ansiedade. Anos havia que esperava uma oportunidade de a ouvir ao vivo.

Os conimbricenses Sean Riley & The Slowriders abriram a noite com a sua sonoridade suave de América profunda, uma boa surpresa (disco a sair em breve poderá confirmar a boa impressão) a preceder Aimee Mann, que após um curto intervalo entrou em palco com a banda, abrindo o concerto com “Little Bombs” do último álbum de originais.
Houve tempo para revisitar quase todos os álbuns, desde Whatever (terminou a actuação com “Way Back When” antes de voltar ao palco), passando por I’m With Stupid (a lindíssima “Amateur”); o álbum lançado logo após Magnólia e que permanece o seu mais perfeito trabalho, Bachelor nº 2, com as previsíveis “Save Me”, “One”, uma surpreendente “Momentum” que habitualmente não é cantada ao vivo (recomeçada após um pequeno engano) mas também as essenciais “How Am I Different”, a inadjectivável “Red Vines” (no encore, começada só com voz e guitarra, no momento mais marcante da noite), “Humpty Dumpty” (também no encore) e, fechando o concerto com chave mestra, a total “Deathly”. The Forgotten Arm não foi esquecido, visitado em “Video”, “Motions” ou “She Really Wants You”. Não houve passagem pelos temas natalícios do último trabalho mas houve uma espreitadela no próximo, com “Freeway” e “31 Today” (impossível não evocar o vídeo que foi feito para ela, divertidíssimo, vejam no YouTube).
Houve dois regressos ao palco, perante um Coliseu onde os aplausos reverberaram, muita gente de pé. Aimee mostrou-se positivamente surpreendida com a reacção. Foi simpática e sorridente quando falou com as pessoas, mas interpretou os seus temas com a solenidade fria que eles requerem. Afinal, estávamos a ouvi-la (e a nós), não apenas ao som da voz de uma artista talentosa, e o silêncio que se fez sentir durante as canções (nada de coros, felizmente) ajudou a manter um ambiente intimista, para muitos devocional.
Nem curto nem demasiado prolongado, o concerto teve uma duração certa e confirmou com luz mágica as sombras melancólicas que nela encontramos em disco. Foi um reencontro com a figura por detrás dos álbuns. Pois mesmo que fosse a primeira vez, foi impossível não sentir que estávamos a voltar a uma dimensão onde um dia fomos verdadeiramente nós.
Concerto de uma vida. Da minha, pelo menos.
posted by H. @ 9:28 da manhã   8 comments
sexta-feira, julho 27, 2007
The Simpsons Movie


É caso para dizer "finalmente", à tão esperada chegada da mais popular família da televisão norte-americana às salas de cinema. Desde que se iniciaram com os sketches de 30 segundos no The Tracey Ullman Show, em 1987, The Simpsons nunca mais pararam, tendo conquistado a sua própria série televisiva em 1989 que, como toda a gente sabe, se mantém ainda hoje no ar, com a sua popularidade ainda aumentando a olhos vistos - basta ver a forma como a FOX (canal da TV Cabo) tem tratado a série, em constante loop, apresentando dois episódios diários e retomando a série desde o início, sempre com bons resultados de audiências. Na verdade, estamos diante de um dos melhores e mais viciantes produtos que a televisão jamais ofereceu.

Mas afinal, o que é que vale Os Simpsons - O Filme, como um produto independente? Pessoalmente, penso que é praticamente impossível dizê-lo, uma vez que as personagens estão já de tal forma impregnadas na cultura popular que se torna difícil abordá-lo dessa forma. Será que uma pessoa que nunca tivesse visto a série, nem tivesse tido qualquer contacto anterior com as personagens (imaginemos que estava a viver em Marte e tinha regressado ontem à Terra) conseguiria divertir-se com o filme? Certamente que sim. Mas será que se iria divertir tanto quanto aqueles já altamente familiarizados com as idiossincrasias das personagens? Provavelmente não.

De certa forma, e mesmo que muitos possam discordar plenamente do que vou dizer a seguir, Os Simpsons - O Filme acaba por funcionar como uma extensão do seu conceito televisivo, sem trazer grandes novidades. Claro que existem ligeiras adaptações ao grande ecrã, começando desde logo pelo formato largo (2.35:1), que lhe confere um aspecto épico delicioso, bem como algumas sequências mais trabalhadas ao nível da própria animação, mas a construção narrativa quase se mantém intacta. Temos uma história principal que envolve preocupações ambientais e a estupidez de Homer enquanto cidadão, marido e pai, da qual posteriormente irá procurar a redenção. E temos também todo aquele leque de secundários que já conhecemos tão bem ou melhor do que a palma da mão. Ou seja, nada de particularmente diferente daquilo que podemos ver habitualmente.

Claro que isso quer dizer muito pouco, uma vez que apesar de parco em novidades, a equipa por detrás dos Simpsons é das mais criativas do panorama televisivo mundial. O humor continua deliciosamente maldoso, oferecendo constantes momentos de ir às lágrimas, ao mesmo tempo que não se esquece da ternura e simpatia habituais para com as personagens. Tal como em alguns episódios, há personagens que acabam por assumir um papel ligeiramente mais secundário (neste caso é Lisa que, apesar de até ter direito a se apaixonar, acaba por passar um pouco ao lado do resto da família). De resto, temos os habituais cameos, disparos subtis em todas as direcções, as piscadelas de olhos cinéfilas, o humor nonsense habitual e políticamente incorrecto (cheios de piadas ácidas em relação à FOX, a "casa" dos Simpsons, e mesmo ao próprio espectador - ver a deliciosa sequência inicial). Sem dúvida que qualquer fã irá certamente sair satisfeito da sala, com mais esta dose vinda directamente de Springfield.

posted by Juom @ 3:17 da tarde   3 comments
quinta-feira, julho 26, 2007
insuperável
posted by H. @ 2:08 da manhã   6 comments
quarta-feira, julho 25, 2007
Ulrich Muhe: 1953 - 2007

Ulrich Muhe morreu no passado domingo em Walbeck, vítima de cancro. Tinha 54 anos. Para a história ficará o seu comovente desempenho em "A Vida dos Outros", vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro este ano.
posted by P.R @ 1:23 da tarde   2 comments
domingo, julho 22, 2007
Grandes Momentos | Aimee Mann | Red Vines (ao vivo)

Porque esta semana ela vai dar o meu concerto do ano (da vida?), porque esta é muito provavelmente a canção dela que escolho como minha e por tantas razões que foram (e são) válidas nos inúmeros momentos em que ouvi este tema nos últimos anos...
posted by H. @ 1:00 da tarde   8 comments
sexta-feira, julho 20, 2007
Coldfinger | Supafacial


É oficial, este álbum é uma desilusão. Eu dei-lhe tempo, esperei para o ouvir nas mais distintas situações e alterações de humor, quis muito que crescesse em mim. Mas tudo me fez chegar à mesma conclusão: acho-o realmente mau. Depois de Lefthand e Sweet Moods and Interludes, esperava-se que os Coldfinger dessem o salto, para algo magnífico. Sim, a espectativa era muita, não só pelos antecessores, mas pela pérola que foi o álbum a solo de Margarida Pinto.

De louvar a mudança radical de rumo na carreira, pena que tenha sido com resultados tão desastrosos. O Trip-hop foi substituído por um Dance-pop que já ouvimos mil vezes, em melhor, de bandas como os Goldfrapp, os Moloko ou até mesmo os portugueses The Gift. As experiências com sintetizadores e mesas de mistura tornam o produto final demasiado experimentalista e sem descobrirmos muito bem que rumo é que os Coldfinger queriam tomar. Desconfio que eles próprios não sabem. A fórmula esgotou-se e a banda parece já não ter nada para dar. A tarefa de sair da sombra de Cover Sleeve ou Beauty of You tornou-se demasiado pesada para funcionar de outra forma.

Supafacial, a música que dá título ao álbum e que foi 1º single, foi um refrescante começo para estes novos Coldfinger mas, infelizmente, o resto do CD não passa de um enfadonho e repetitivo bocejo. Margarida Pinto parece desenquadrada do projecto, acabando por ser abafada por todo o entulho de sonoridades e samples.

Ficamos à espera de uma nova página na vida dos Coldfinger ou, e isso sim parece-me a escolha acertada, uma aposta mais forte de Margarida Pinto na sua carreira a solo.

posted by not_alone @ 7:45 da tarde   2 comments
quarta-feira, julho 18, 2007
Grandes Momentos | The Royal Tenenbaums


Este grande momento surge como uma pequena provocação ao xôr Pedro Romão, a propósito de uma conversa muito recente na qual, quando questionado sobre o meu filme favorito dos anos 2000, respondi com firmeza tratar-se de The Royal Tenenbaums, escolha com a qual que ele fez questão discordar por completo.

Na verdade, sei que muito poucos me acompanham nesta escolha, mas o que é certo é que o meu amor pelo filme é muito grande, e o momento que aqui vos deixo é apenas um entre muitos passíveis de destacar, onde somos introduzidos à mais brilhante família cinematográfica do novo milénio, e ao mesmo tempo fica desde logo estabelecido o tom para aquilo que se seguirá. É um filme de uma perfeição desarmante, de personagens tão cómicas quanto trágicas, de uma carga dramática subtilmente dolorosa... E, já agora, com uma banda sonora genial. Por alguma razão, Martin Scorsese faz questão de eleger Wes Anderson como... o novo Scorsese.
posted by Juom @ 2:09 da tarde   13 comments
segunda-feira, julho 16, 2007
David Fonseca - Superstars


Mais uma para nos deliciar neste verão que espreita de vez em quando. Ficamos à espera do resto do álbum. Impacientemente.
posted by not_alone @ 1:37 da manhã   4 comments
quinta-feira, julho 12, 2007
Grande Momento | Jorge Palma | Encosta-te a mim

A simplicidade de um abraço. Pelos braços mais famosos da música portuguesa. Encosta-te a mim é um ponto de encontro da música. Aqui fez-se história, é aqui que esta continua com a mesma força. Desde Lena D'agua a David Fonseca, os artistas nacionais unem-se, não por uma causa, mas por um laço comum. Uma família que, entre abraços, se prepara para a fotografia de grupo.

Jorge Palma não me entusiasmava particularmente, até este encosta-te a mim.
posted by not_alone @ 4:11 da tarde   12 comments
segunda-feira, julho 09, 2007
Sugestão musical | Lila Downs | La Cantina

O percurso de Lila Downs é qualquer coisa de fascinante. Filha de um americano e uma mexicana nativa, estudou Antropologia, integrou o grupo de seguidores dos Grateful Dead, participou numa banda folk e finalmente abraçou a cultura tradicional mexicana, tornando-se numa das mais respeitadas autoras e intérpretes de música mexicana da actualidade. Têm vários álbuns editados mas hoje proponho regressar ao seu último trabalho, “La Cantina”, do ano passado, à sua voz viva, forte e tantas vezes desesperada. E aproveito para lembrar que Lila Downs voltará a tocar em Lisboa já no próximo dia 21, integrada no Festival Delta Tejo.
posted by H. @ 7:49 da tarde   2 comments
sábado, julho 07, 2007
Super Bock Super Rock | Parque Tejo | 28-06-07 e 03 a 05-07-07

Act I
28 de Junho

A noite começava a cair e a fila para entrar era considerável. Joe Satriani ainda tocava quando entrei no recinto, mas tudo o que ouvi me pareceu repetitivo e pouco cativante. Felizmente os Metallica compensaram o dia, com um concerto antológico enorme, de energia imparável, comunicação constante com o público e um som poderoso. Não sendo uma fã, revivi outros tempos em que os ouvi mais e não tenho pejo em dizer que foi um concertão.

Act II
3 de Julho

Dia de Arcade. Toda a tarde numa expectativa quase infantil, “nunca mais chega”, “nunca mais é meia-noite”. Embora o dia fosse, no conjunto, um dos mais fortes, as ânsias tinham claramente um destinatário. Cheguei já os Bunnyranch estavam a terminar a sua ruidosa actuação, tendo sido seguidos por outra banda portuguesa, os Gift, com um profissionalismo remarcável, um à-vontade contagiante e, claro, muita boa música. O concerto não ofereceu novidades para quem já os vira ao vivo mas é sempre bom revê-los em boa forma. Sempre com assinalável pontualidade, as bandas foram-se seguindo: uns Klaxons concentrados e moderadamente festivos, uns Magic Numbers de doce trago folk e uns Bloc Party a abrirem seriamente a festa. Era a sua terceira vez ao vivo em Portugal e também a minha terceira vez a vê-los e talvez por isso o efeito de eufórica novidade se tivesse perdido um pouco para mim. Certeiros e despretensiosos nas interpretações, deram um óptimo concerto mas eu já só pensava em Arcade Fire. O conjunto canadiano irradiou o palco com a sua música de celebração, uma orquestra de sensações que invadem o corpo e preenchem a alma. De fechar os olhos a meio por um segundo e sentir qualquer coisa que não se diz. Foi, como esperado, o concerto do festival.

4 de Julho
O cancelamento da actuação dos Rapture fez com que o primeiro concerto do dia começasse atrasado, de forma a evitar um grande intervalo ao início da noite. Os Mundo Cão não adiantaram ao vivo nada do que já mostraram em disco. Umas letras interessantes interpretadas de forma demasiado calculada, pouco espontânea, desapontante. Já os Linda Martini fizeram uma brilhante mostra de música, mas infelizmente continuam a tocar para eles e não para um público de festival. Clap Your Hands Say Yeah foi outra pequena desilusão, perdendo fôlego e graça ao vivo quando comparados com a frescura que deixam entrever em disco. A grande surpresa desta minha incursão no SBSR veio depois: os Maxїmo Park deram um dos concertos mais memoráveis do festival, um verdadeiro exemplo do que é tocar ao vivo. Rock vibrante, contagiante, de saltar, cantar e dançar, um vocalista que se mexe, que fala, que faz vénia aos cabeças de cartaz do dia, que vive verdadeiramente o que entoa. Muito bom mesmo. Seguiram-se os mais veteranos do dia, os Jesus and Mary Chain. Competentíssimos mas pouco entusiasmantes para quem, como eu, apenas conhece parcialmente o seu trabalho, não deixaram de ser uma presença assinalável no festival, verdadeiramente dignos de respeito. A noite de dia 4 terminaria em apoteose com LCD Soundsystem, um espectáculo de música com o homem mais improvável de ser estrela pop do mundo: James Murphy, de barriga proeminente e barba por fazer, um “next-door neighbour” genial, controlador de um conjunto de músicos, de voz tão banal e tão poderosa, com o condão de pôr a assistência a mexer o corpo como se não houvesse amanhã. Confesso que foi preciso este concerto para me render à sua música. Mas foi uma rendição total.

5 de Julho
Cheguei depois de Anselmo Ralph e Micro Audio Waves, apanhando a meio o concerto dos fabulosos X-Wife (sim, uma das melhores bandas portuguesas, ponto final). Os Gossip seguiram-se, conseguindo após três faixas conquistar o público. Os Gossip são mais a vocalista Beth Ditto que outra coisa. É ela a presença, é ela a voz poderosa. É pena que as canções e os acompanhantes não estejam ao seu nível: provocadora mas simpática, hiperactiva, delirante e, por que não dizê-lo, detentora de uma aura riot muito apelativa. Os Tv On The Radio seguiram-se, desiludindo um pouco com uma actuação demasiado morna. Os senhores entretenimento Scissor Sisters seguiram-se, e nem um problema nos ecrãs gigantes fez uma massa compacta de gente arredar pé da assistência. Divertidos e provocadores, fizeram a festa, para eles e para o público. Após Scissor Sisters houve uma pequena debandada e outros fiéis se abeiraram do palco. Era o tempo dos Interpol. Negros, sóbrios, sérios. Mas a recepção calorosa de uma massa de fãs acabou por merecer algumas palavras de agradecimento de Paul Banks, impressionado com o bom acolhimento. Pela primeira vez em Portugal, os Interpol percorreram alguns dos principais temas dos dois álbuns anteriores, não esquecendo alguns do novo “Our Love To Admire”. Foi uma primeira vez inesquecível, mas já com a mente no retorno, em Novembro, que soubera nesse dia. O meu SBSR terminou com Interpol, uma vez que não cheguei a assistir à actuação dos Underworld.

Balanço geral de quatro dias francamente positivo.

Melhores concertos: Arcade Fire, LCD Soundsystem, Metallica, Interpol, Maxїmo Park.
posted by H. @ 3:03 da tarde   9 comments
sexta-feira, julho 06, 2007
Grande Momento | Anjos na América



Depois de já termos destacado no Take a Break uma das maiores produções da televisão americana, "Sete Palmos de Terra", destaco esta semana a fantástica série "Anjos na América”. Com uma trama complexa e, ao mesmo tempo, tão simples, a história entranha-se e cruza-se, como as nossas próprias veias. Os temas são os que mais nos chocam e constrangem. A realidade é a mais verdadeira e fria, sem segunda oportunidades – neste caso, tipicamente americana. A história é assim, por dentro da pele. Para este resultado estrondoso, contribui um conjunto inigualável de actores que não só são os “outros” – os que vemos, tocamos e sentimos em nossa volta; mas também aqueles que só vivem no nosso imaginário. O mundo paralelo é o ponto forte da história, onde tudo funciona como um escape à doença física e à doença social, e onde reinam a criação e a liberdade. Os anjos poderão, efectivamente, existir. Basta procurá-los.
posted by Ana Silva @ 5:08 da tarde   3 comments
quinta-feira, julho 05, 2007
Soberbo!

Sem palavras!! E por aí, alguém presenciou o melhor concerto do ano?

Fotos: Blitz

posted by P.R @ 11:17 da manhã   8 comments
terça-feira, julho 03, 2007
Balanço do 1º semestre
À semelhança do ano anterior, em que The Proposition foi escolhido o melhor filme, o Take a Break resolveu fazer um balanço dos primeiros seis meses de 2007. Assim, fizemos uma mini-votação cujos resultados são os seguintes:


1 The Fountain


2 Letters from Iwo Jima



3 INLAND EMPIRE



4 Zodiac



5 - The Good German, El Labirinto del Fauno

Estes são os 6 filmes que consideramos serem os melhores até ao momento. E vocês? Qual foi o filme de 2007 estreado até agora que mais vos arrebatou? Deixem os vossos comentários no sítio do costume.


posted by P.R @ 3:13 da tarde   13 comments
segunda-feira, julho 02, 2007
Filme do Mês | Junho
Tal como os todos os mês, aqui vão os destaques do mês de Junho.



Ana Silva Shrek 3

"O único filme que vi este mês foi, inevitavelmente, «Shrek O Terceiro». Ainda que não supere os dois anteriores, este terceiro filme cumpre as expectativas. Com novas personagens e numa nova aventura, Shrek delicia-nos com o seu sorriso ingénuo e com as suas piadas inteligentes. O já habitual Burro continua a roubar-nos gargalhadas, e o seu amigo Gato das Botas mata-nos com o seu olhinhos irresistíveis. Aguardamos próximas histórias. Vale a pena ver."

H. Lady Chatterley

"A minha escolha para o filme de Junho recai sobre "Lady Chatterley " da francesa Pascale Ferran, uma adaptação bastante interessante do romance magnífico de D. H. Lawrence. Ferran brinda-nos com um hino à liberdade de escolha, ao direito à felicidade individual, mesmo que a sua manifestação implique romper com regras sociais. Acima de tudo, a ideia mestra de que toda a realização passa por uma auto-superação e a crença total numa pureza amorosa adormecida. Há algo de profundamente simples nesta história e na forma espontânea e inspirada como Ferran filma as pessoas e a natureza que as rodeia e reflecte. Há algo de profundamente belo."

not_alone Dear Wendy

"Numa pequena aldeia, um grupo de jovens forma um invulgar gang. O seu lema é o pacifísmo e as armas - às quais dão carinhosamente um nome - mas cedo descobrem que algumas regras têm de ser quebradas para atingir alguns objectivos. Uma clara provocação ao povo americano, não se tratasse de um argumento escrito por Lars Von Trier, extremamente bem orquestrada pelo realizador Thomas Vinterberg. É mais uma vez o realizador dinamarquês, desta feita sem estar por trás das câmaras, a encenar uma realidade que está muito presente e a revesti-la de um carácter distinto. É no fundo este o simples propósito do cinema - expressar uma ideia através da arte. "

Paulo Nada a destacar

P.R. Nada a destacar

posted by P.R @ 11:33 da manhã   0 comments
 

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