quinta-feira, junho 28, 2007
O novo filme de Peter Jackson
Depois da triologia épica Senhor dos Anéis, e do não menos imponente King Kong, Peter Jackson vai voltar às origens com The Lovely Bones. Jackson, recorde-se, teve como um dos seus primeiros sucessos o filme "Heavenly Creatures" que foi nomeado ao Oscar de Melhor Argumento Adaptado em 1994 e que deu a conhecer um das das actrizes que mais brilha e impressiona actualmente, Kate Winslet.

Produzido por Steven Spielberg depois de uma luta renhida com outras produtoras (Jackson apresentou o mesmo projecto às principais produtoras americanas), o filme acompanha os efeitos do luto da familia de uma rapariga de 14 anos que é assassinada. Prevê-se assim um filme curto em meios de produção, mas enorme no investimento dramático das personagens. Para viver o casal que perde a sua filha, Jackson escolheu dois dos actores que mais talento têm espalhado pelos seus filmes: Rachel Weisz e Ryan Gosling. Aguarda-se assim mais informações sobre este projecto que é já um dos mais esperados para 2008.

posted by P.R @ 10:57 da manhã   1 comments
sábado, junho 23, 2007
Grande Momento | Il Bueno, il Brutto, Il Cativo

Para o grande momento desta semana escolhi um filme que vi há pouquíssimo tempo mas que confirmou toda a expectativa gerada. Sem rodeios: Il Bueno, Il Brutto, Il Cativo é uma obra-prima deslumbrante. Em termos formais, Sergio Leone consegue reinventar um estilo e imprimir uma fluência e espectacularidade na acção de tal forma geniais que a mesma história nas mãos de alguém menos inspirado teria um resultado final bem perto do mediano. Exemplo perfeito desta ascensão é o confronto final entre o O Bom, o Mau e o Vilão. Reparem no desenho de toda a cena, nos grandes planos de Leone, na montagem frenética, na estupenda banda-sonora (que grande trabalho de Morricone! uma das melhores bandas-sonora de sempre), no grande trabalho dos actores... Um dos melhores filmes de sempre!

posted by P.R @ 1:42 da tarde   11 comments
sexta-feira, junho 22, 2007
Citzen Kane: melhor filme americano de sempre
Em 1996, o Instituto Americano do Filme revelou aqueles que para os mais de 1500 membros eram os 100 melhores filmes de sempre. Dez anos depois a AFI voltou a reunir-se e a eleger novamente os melhores dentro dos melhores. E mais uma vez a vitória sorriu a Citzen Kane. Realizado e escrito pelo célebre realizador e actor norte-americano Orsen Welles quando tinha apenas 25 anos, a história do magnata da imprensa escrita continua inabalável no posto de melhor filme de sempre.


Em segundo lugar na lista surge "O Padrinho" de Francis Ford Coppola de 1972, seguido do clássico "Casablanca". Eis o top 10:

1 CITIZEN KANE
2 THE GODFATHER
3 CASABLANCA
4 RAGING BULL
5 SINGIN' IN THE RAIN
6 GONE WITH THE WIND
7 LAWRENCE OF ARABIA
8 SCHINDLER'S LIST
9 VERTIGO
10 THE WIZARD OF OZ

Nesta lista, registam-se duas entradas novas: Vertigo e Ranging Bull.

Desde 1997, poucos foram os filmes que entraram para a lista. Os priveligiados são: The Lord of the Rings: The fellowship of the Ring (50º), Saving Private Ryan ( 71º) , Titanic(83º) e o The Sixth Sense (89º).

O realizador mais representado é Steven Spielberg com cinco filmes: ET, Jaws, Indiana Jones, Saving Private Ryan e Schindler's List.
posted by P.R @ 11:58 da manhã   3 comments
terça-feira, junho 19, 2007
Sugestão musical | Madredeus | Ainda

Damos hoje início a uma nova rúbrica do Take a Break. Ela reportar-se-á a uma sugestão musical por parte de um dos colaboradores deste blogue, de qualquer ano ou nacionalidade, cujo único critério de escolha será a espontânea vontade de partilhar uma boa memória ou uma feliz descoberta.

A primeira sugestão é “Ainda”, o álbum dos Madredeus que constitui a banda sonora do filme Lisbon Story (1994) de Wim Wenders. São apenas dez faixas que pela voz cristalina de Teresa Salgueiro e a sonoridade melancólica das composições (na sua maioria de Pedro Ayres Magalhães e Rodrigo Leão) nos convidam a uma verdadeira viagem por Lisboa. Como num sonho estranho, somos envolvidos pela beleza triste destas melodias e pela evocação saudosa dos lugares que são cantados. É possivelmente o meu álbum mais amado dos Madredeus, capaz de me arrebatar em cada faixa como poucos discos...

Vou dizendo
Certas coisas
Vou sabendo
Certas outras
São verdades
São procuras
Amizades
Aventuras
(...)
posted by H. @ 8:05 da tarde   1 comments
segunda-feira, junho 18, 2007
Grandes Momentos | Reality Bites


1994. Winona Ryder estava ainda na mó de cima. Foi o ano que precedeu Before Sunrise. Ethan Hawke surgia numa personagem igualmente jovem e capaz de suscitar um grande grau de identificação com muita gente. Como aliás todas as personagens de Reality Bites. Pequena obra com que Ben Stiller se estreou atrás das câmaras, o filme segue a trajectória de um grupo de amigos, o seu confronto permanente com famílias desestruturadas, empregos incertos, relações efémeras e o facto de estarem num vazio inesperado após terminarem a faculdade (deixo aqui o início do filme, precisamente quando o grupo celebra o fim da faculdade). Talvez por se assemelhar tanto a realidades que conheço, sempre vi este filme com um carinho especial e ainda hoje não me canso de voltar a ele de vez em quando. Chamem-lhe guilty pleasure, se quiserem...
posted by H. @ 8:57 da tarde   4 comments
domingo, junho 17, 2007
A saga continua....


É oficial: Manderlay vai ser lançado directamente para dvd. Depois de sucessivos adiamentos, a segunda parte da triologia de Lars Von Trier que, recordo, esteve em competição em Cannes em 2005 (!!) não vai ter a honra de chegar às salas de cinema. Perante isto, é lógico concluir que as nossas distribuidoras curvam-se cada vez mais perante produtos amorfos, inconsequentes e de uma ligeira que se torna insustentável pela sua estupidez, em vez de apostar em cinema de autor cuja primeira obra tão bem fora recebida em Portugal. De facto, num ano em que chegaram a estrear só numa semana 8 (!) filmes é absolutamente inacreditável como não há espaço para Manderlay. Enfim... fica aqui uma voz de protesto.
posted by P.R @ 12:21 da tarde   1 comments
sexta-feira, junho 15, 2007
«evocações, passagens, atmosferas» | Museu Calouste Gulbenkian

Começou hoje a exposição «evocações, passagens, atmosferas» que integra uma série de telas do museu Sakip Sabanci de Istambul, enriquecida com algumas obras do Centro do CAMJAP (Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão). Trata-se, como o próprio título indica, de pinturas de paisagens, sobretudo de locais na actual Turquia, realizadas no final do século XIX e no início do século XX.
A exposição pretende uma vez mais homenagear o criador da fundação, que nasceu numa das margens do Bósforo.
Trata-se de uma mostra pequena mas muito bonita, recomendável sobretudo aos amantes de paisagens estrangeiras e aos que já percorreram alguns daqueles locais, constituindo o conjunto de telas uma agradável revisitação. Uma preciosa oportunidade de viagem pelo olhar.
A exposição estará patente até dia 26 de Agosto na Sala de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, das 10h às 18h (todos os dias excepto Segundas).
posted by H. @ 7:14 da tarde   1 comments
quarta-feira, junho 13, 2007
Grandes Momentos | The White Stripes | Seven Nation Army
Porque esta semana vieram a Portugal pela primeira vez, e deram aquele que parece ter sido um dos concertos do ano. E eu não estive lá... E porque quero recordar aqui uma das melhores canções da década. Mais "cool" do que isto, meus senhores, é quase impossível... Um grande momento, desta vez musical ;-)

posted by Juom @ 11:45 da tarde   2 comments
segunda-feira, junho 11, 2007
Filme do Mês - Maio
Pedindo desculpa, mais uma vez, pelo ligeiro atraso, aqui vão as nossas escolhas deste mês:


Ana Silva Zodiac

"Este mês escolho Zodiac, um filme que essencialmente me fez pensar em bom cinema. Um bom filme, bem conseguido que nos leva numa história real e, diria, perversa. As histórias verídicas têm sempre um sabor diferente, e neste caso poe-nos a pensar não em quem será o assassino mas sim em quem vai conseguir decifrar o enigma e de que forma o fará. Jake Gyllenhaal surge tímido e pequenino, mas termina ousado e decidido, vendo e vencendo com os seus próprios olhos. O seu envolvimento na trama torna, mais uma vez, o seu desempenho marcante, cumprindo as expectativas dos espectadores mais atentos"

H. Zodiac

"Num mês particularmente fraco destaca-se o último filme de David Fincher. "Zodiac", embora não sendo o seu melhor trabalho, é um regresso à boa forma. Um estudo sobre a forma de lidar com o mal contado através da longa busca por um assassino que se torna uma obsessão para um grupo de homens que perdem as suas vidas para não permanecerem na dúvida. Fincher dirige com mestria e os actores têm prestações equilibradíssimas. Um dos regressos do ano."

not_alone Zodiac

"Zodiac não poderia ser de mais ninguém, senão de David Fincher. A destreza a construir um policial devastador como foi Se7en, deu ao realizador a capacidade de se distanciar do mesmo estilo, evitando as previsíveis comparações. Zodiac é uma obra que vale por ela própria, que tem personalidade, é quase um personagem em si mesmo, que move tudo o que nele contém. Um puzzle em constante construção, em que todas as peças parecem encaixar perfeitamente. Desde os actores até aos cenários, a recontrução da época e o intenso sentimento do desconhecido fazem de Zodiac uma das maiores obras estreadas por cá este ano. "

Paulo Nada a destacar

P.R. Zodiac

"Num mês marcado pelos blockbusters das terceiras partes de Spider-Man e Piratas das Caraíbas, escolho um filme mais limitado em termos orçamentais mas incrivelmente mais alargado no que concerne com a qualidade cinematográfica: Zodiac. David Fincher, depois de Seven, consegue mais uma vez revitalizar o genero policial invertindo a lógica actual do twist e do climax final. Esta é uma historia de obsessão que nos invade lentamente mas que nos capta e agarra durante todo o filme. Um filme que vale pela sua coesão e não por um final apoteótico e que tem, desde já, um dos grandes elencos do ano. "
posted by not_alone @ 12:31 da tarde   2 comments
domingo, junho 10, 2007
The White Stripes | Oeiras Alive! | 09-06-2007

O palco foi decorado com um grande pano vermelho e os instrumentos colocados não deixavam margem para dúvidas. Vermelho, branco e negro enchem o cenário e após a espera ansiosa eles chegam. Meg, calças pretas e camisa branca. Jack, calças e t-shirt vermelhas. “Dead Leaves and the Dirty Ground” abre o concerto, o primeiro que os White Stripes dão em Portugal. São tudo o que esperávamos e até o que não pensámos que fossem. Ao vivo tudo soa diferente, os arranjos e a voz, mas lá está Meg absorta tocando bateria, o cabelo preto a pender-lhe para o lado e Jack percorrendo o palco de um lado para o outro, com impressionantes riffs de guitarra alternados com incursões “killerescas” ao piano. Só ele cantou, a voz de Meg mal se ouviu ontem, sendo os seus inícios de verso em “I Just Don’t Know What To Do With Myself” dissuadidos por uma multidão que tomou para si a letra da canção.
Os temas mais conhecidos foram tocados, de “Black Math” a “Hotel Yorba”, de “Fell In Love With a Girl” até “Blue Orchid”. A incursão no novo álbum, «Icky Thump», que está aí a chegar, não foi esquecida, e os discos pré-«White Blood Cells» também não. Destaca-se ainda a memorável interpretação da cover de “Jolene” ou a bonitinha “We’re Going To Be Friends”.
Jack falava com a assistência, mas muito pouco. Queríamos espectáculo e já esperávamos essa peculiar distância deles, no seu admirável mundo à parte de estilo, esse maximizado minimalismo, essas maravilhas que apenas surgem de uma guitarra, uma bateria e uma voz.
Saíram cedo do palco, mas regressaram sem causar desespero para o previsível encore. Pressentindo a aproximação do fim, o público ergueu as vozes para entoar a melodia de “Seven Nation Army”. Como se tudo não passasse de um acordo entre público e artistas, Meg e Jack começam a tocar os acordes do tema pedido, prolongando esse memorável último momento até ao êxtase.
Nem muito longo (como os Smashing Pumpkins que lhes seguiram) nem muito curto (embora saiba sempre a pouco quando se foi ali para os ouvir), o concerto dos White Stripes terminou num longo agradecimento dos manos/ex-amantes perante um reverente aplauso dos fãs que ali estavam. Valeu cada minuto.
posted by H. @ 2:16 da tarde   0 comments
terça-feira, junho 05, 2007
Grandes Momentos | Six Feet Under
Acabei esta semana de ver na totalidade a série 7 palmos de terra. É, quanto a mim, a mais bela obra alguma vez feita para a televisão. É cru(el), é verdade, é a vida e a morte, num irónico confronto. Num total de 5 temporadas, acompanhamos a família Fisher, peculiares nos seus pormenores, mundanos na generalidade das vezes. E assim que entramos a primeira vez naquela casa funerária não estamos preparados para a viagem que se apresenta à nossa frente. Chega a ser doloroso ver alguns episódios, tal a entrega que cada episódio pede de nós.

Pessoalmente fiquei marcado por todos aqueles personagens, sem excepção. Caí em todos os clichés de chorar, rir, sofrer com eles. É portanto, apesar das 5 temporadas, algo que funciona como um todo e difícil escolher "o" grande momento. Provavelmente seriam os últimos 6 minutos do último episódio (que podem ver ou rever neste link), mas como não quero estragar o final a quem não o viu decidi-me por outra cena. Aquela que acompanhou toda a série, cerca de dois minutos que nos preparavam para a certeza de que íamos presenciar algo de maior na televisão, o genérico inicial.

A quem nunca viu 7 palmos de terra aconselho vivamente descobrir a família Fisher. Decerto não se vão arrepender.


posted by not_alone @ 1:18 da manhã   4 comments
 

takeabreak.mail@gmail.com
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