 Veio-me à ideia escrever aqui umas palavras sobre o último filme do Lars Von Trier que, aliás, considero um bom filme, salvo as repugnantes e dolorosas sinestesias que o mesmo em mim criou. Independentemente do conteúdo misógino que o mesmo encerra, e que espero apenas se deva a um estado depressivo que Trier recentemente atravessou, considero salutar que um realizador consiga exprimir tão bem por meio de imagens aquilo que lhe vai na real gana. Se é de um autor que falamos, e isso parece-me indesmentível, toda a panóplia de metáforas agonizantemente criadas para impressionar o espectador servem, só e apenas, o propósito de realçar o cariz autoral da obra. Dizer que concordo com Trier seria o mesmo que entrar em depressão, pelo que vou continuando a guardar a minha boa impressão daquilo a que alguns chamam o sexo fraco... |
também gostei muito.