quinta-feira, dezembro 31, 2009
#25 da Década


Tinha que ser. Também eu tinha que fazer uma lista com os melhores desta década que hoje chega ao fim. São apenas 25, em vez de 50, 100 ou 200, como muito boa gente anda a fazer. Reflectem os meus gostos pessoais - filmes que simplesmente adoro ver e rever, filmes que me comoveram para além da minha própria compreensão ou filmes que são obras de arte imaculadas, que esticam e redefinem os domínios desta nobre arte. E acima de tudo, filmes com momentos e sensações, que se perpetuam na minha memória cinéfila.

*drumroll*

Só o primeiro está destacado. Nos outros a ordem é aleatória, dependendo do meu humor ao acordar. Não há realizadores repetidos.

- "The New World" de Terrence Malick

- "A History of Violence" de David Cronenberg
- "There Will be Blood" de P.T. Anderson
- "Kill Bill" de Quentin Tarantino
- "The Wrestler" de Darren Aronofsky
- "De Battre Mon Coeur s'arrête" de Jacques Audiard
- "No Country for Old Men" de Joel & Ethan Coen
- "Million Dollar Baby" de Clint Eastwood
- "Hunger" de Steve McQueen
- "Le Scaphandre et le Papillon" de Julian Schnabel
- "Adaptation" de Spike Jonze
- "About Schmidt" de Alexander Payne
- "Brokeback Mountain" de Ang Lee
- "In The Mood for Love" de Wong Kar Wai
- "Traffic" de Steven Soderbergh
- "Children of Men" de Alfonso Cuarón
- "Memento" de Christopher Nolan
- "The Royal Tenenbaums" de Wes Anderson
- "Lost in Translation" de Sofia Coppola
- "21 Grams" de Alejandro González Iñárritu
- "The Pianist" de Roman Polanski
- "Miami Vice" de Michael Mann
- "Unbreakable" de M. Night Shyamalan
- "High Fidelity" de Stephen Frears
- "Elephant" de Gus Van Sant

posted by The Stranger @ 4:02 da tarde   3 comments
terça-feira, dezembro 29, 2009
Tem piada, sim senhor.
Aconselha-se isto.
posted by P. @ 5:58 da tarde   0 comments
quarta-feira, dezembro 23, 2009
The Wire

Depois de muito ponderar, e em parte devido à longa espera que me aguarda pela 3ª Temporada da suculenta "True Blood" e 4ª Temporada da majestosa "Mad Men", resolvi atirar-me, finalmente para "The Wire". Já tinha lido inúmeras recomendações e o feedback era sempre a roçar a devoção. E se não é a série mais originalmente dramática jamais criada, é sem sombra de dúvidas um grandioso opus sobre o mundo criminal numa grande e sórdida metrópole americana, neste caso, Baltimore. Com um elenco praticamente desconhecido, trabalha num enredo cheio de pequenas nuances sinuosas, não tirando partido entre as forças policiais e os vários barões e peões do submundo. E por isso mesmo, é consistentemente interessante e multifacetada, batendo aos pontos muitas obras cinematográficas que abordam este "género", pois estas não têm a dedicação que uma série pode e consegue dar. Fica a recomendação.
posted by The Stranger @ 9:56 da tarde   4 comments
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Fantastic Mr. Fox numa sala (de estar) perto de si

Conhecem o filme Fantastic Mr. Fox? Aquele de animação do Wes Anderson, o senhor por detrás do Life Aquatic with Steve Zissou e Darjeeling Limited? Com vozes de George Clooney, Meryl Streep, William Dafoe, Bill Murray entre outros? Lembram-se? Pois então se não foram daqueles que foram ver o filme ao European Film Festival podem esquecer a ida ao cinema. As nossas distribuidoras decidiram, do alto da sua perspicácia e inteligência, enviar o filme directamente para dvd. Já estou a imaginar a conversa:

- "O que? Cinema de autor em animação? Aah, essa porcaria não vende bilhetes"

E pronto, é isto o nosso pequeno país. Alguém conhece algum site porreiro de torrents?
posted by P.R @ 5:38 da tarde   3 comments
sexta-feira, dezembro 18, 2009
A Very Sunny Christmas!
A todos os que estão embriagados com o espírito natalício, aqui vai um presente. Para que se perceba que o Natal não são só as prendas... Ho ho ho.

video

Toda esta sequência faz parte do especial de Natal que a série It's Always Sunny In Philadelphia fez este ano. Acabei há pouco tempo de ver as 5 temporadas e tenho de sublinhar o facto desta ser uma série de comédia sem paralelo. Ignora todas as convenções, põe de parte os pudores e mistura as linhas do politicamente incorrecto com o que é, pura e simplesmente, gratuito. Mas meus amigos, a classe com que estes senhores roçam o ordinário é para poucos.

Merry Christmas. And go fuck yourselves in your fat fucking asses!
posted by not_alone @ 11:32 da tarde   0 comments
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Chuck Norris, a lenda chunga e o seu QI de abóbora
Chuck Norris: uma lenda da televisão e do cinema trash. Quem não se lembra do Walker, o Rei do Texas e do seu amigo Trivette que fizeram furor na década de 80 e 90, ou dos 56 “Desaparecido em Combate”?

O homem é tão grande que ia ganhando uma votação popular para dar o nome a uma ponte em Budapeste. Mas ao que parece, depois de liderar a sondagem com larga vantagem, os Sócrates lá do sítio decidiram mudar os moldes e escolheram o nome Megyeri, nome da localidade. Convenhamos que “Ponte Chuck Norris” era outro nível, mas eles já sabem.

Mas porque trazer para a ribalta do Take a Break este ídolo chunga? Porque pelos vistos o senhor agora é analista político. Feroz critico do Obama, o Ranger do Texas diz, a propósito da reforma do sistema de saúde, que com este plano Jesus não tinha nascido porque Maria teria provavelmente abortado…

….

….


Enfim… fiquem com o genérico do Walker, o Ranger do Texas. Pelos vistos o senhor só é mesmo bom em dar pontapés e usar penteados mal amanhados.

posted by P.R @ 12:19 da tarde   3 comments
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Charlie The Unicorn


Há coisas que se descobrem mais tarde do que a restante humanidade. Pouco importa. Directamente do portal onde há de tudo, já visto mais de 43 milhões de vezes, apresento-vos Charlie the Unicorn. Estou convencido de que foi feito logo a seguir uma trip de LSD.
posted by P. @ 3:15 da tarde   2 comments
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Hoje há Dead Kennedys
DK

punk, do bom. Jello Biafra, activista político dos que levam a coisa muito a sério.

Genuíno, ingénuo, forte, gozão, muita coisa cabe em Dead Kennedys - tal como em Jello Biafra, o homem-mentor da banda. Ele vai estar cá já esta noite. Infelizmente não vou poder vê-lo com a sua nova banda (The Guantanamo School of Medicine, nome sugestivo) mas nada me impede de recordar.

Pull My Strings, do álbum Give Me Convenience or Give Me Death. ( letra está mais abaixo)



"Pull My Strings"

I'm tired of self respect
I can't afford a car
I wanna be a prefab superstar

I wanna be a tool
Don't need no soul
Wanna make big money
Playing rock and roll

I'll make my music boring
I'll play my music slow
I ain't no artist, I'm a business man
No ideas of my own

I won't offend
Or rock the boat
Just sex and drugs
And rock and roll

Drool, drool, drool, drool, drool, drool
My Payola!
Drool, drool, drool, drool, drool, drool
My Payola!

You'll pay ten bucks to see me
On a fifteen foot high stage
Fatass bouncers kick the shit
Out of kids who try to dance

If my friends say
I've lost my guts
I'll laugh and say
That's rock and roll

But there's just one problem

[Chorus]
Is my cock big enough
Is my brain small enough
For you to make me a star
Give me a toot, I'll sell you my soul
Pull my strings and I'll go far

And when I'm rich
And meet Bob Hope
We'll shoot some golf
And shoot some dope

Is my cock big enough?
Is my brain small enough?
[Repeat chorus, etc. etc.]


(letra tirada daqui - foi o primeiro resultado no google...)
posted by P. @ 3:14 da tarde   0 comments
Os anos zero em contagem final
É a década dos zeros. E naturalmente que já proliferam as listas. A Rolling Stone (jornalismo de peso, sempre; críticas musicais, bem, já gostei mais) já fez a sua lista.

Podem vê-la aqui e parar de ler o texto - pelo menos se o epíteto de spoiler se aplica ao que se segue.

Mas eu digo já tudo. A RS diz que o melhor álbum da década é o Kid A, dos Radiohead. O álbum é brilhante, sem dúvida. Mas em 1998 (ou foi em 97?) os Radiohead lançaram OK Computer, que é brilhante, com "mais um bocadinho assim". Eu ainda não sei qual é que eu acho que é o melhor da década. Mas o que a RS fez não se faz. É que o melhor álbum dos Radiohead é o OK Computer. E se Kid A é o melhor da década dos zeros, então os anos 90 foram melhores do que estes... E isso é uma coisa triste de se ouvir.
posted by P. @ 1:03 da tarde   3 comments
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Livros e filmes e coisas sobre isso

O título que acabo de engendrar para este escrito, apesar de sugestivamente idiota por falta de melhor imaginação, sintetiza o cliché sobre o qual me debruçarei nas próximas linhas, aliás, com a avidez típica de quem se ampara em clichés. De qualquer modo, começando por dizer que não gosto de clichés, aproveito também para afirmar que gosto de lugares comuns, os quais, no meu léxico muito pessoal e até um pouco autista, são totalmente diferentes dos primeiros. Ainda assim, e para não escapar às brilhantes linhas com que intitulei este post, até porque falar sobre a dicotomia cliché/lugar comum não interessa nem ao menino jesus, vou brevemente iniciar a minha dissertação sobre o tema a que inicialmente me propûs, pese o facto de achar que o mesmo, embora também não interessando ao menino jesus, é capaz (sublinho, capaz) de interessar a alguns leitores deste blog.

"Um filme é um filme", dizia o senhor José Lino Grünwald numa antologia de críticas cinematográficas, escrita durante os anos sessenta e publicada uns bons anos mais tarde. Embora o título desse livro possa signficar que o cinema é uma realidade autónoma das restantes enquanto forma de arte, porventura o mesmo não terá passado de um decalque de um filme do Godard, razão que me leva a admirar ainda mais o título que escolhi para este post, aparentemente ao nível de génios como o Zé Lino, idiota pretensioso da crítica brasileira.

De qualquer forma, deixando-me de idiotices verborreicas e, debruçando-me nas fabulosas ideias de quem, sendo ainda mais idiota que o Zé Lino, considera que a juventude está perdida porque vê filmes quando devia ler livros, vou aproveitar para falar sobre uns e outros, dando naturalmente a minha opinião que, embora não editada em formato de papel, tenho fé que, daqui por uns milénios, venha a ser encontrada por um arqueólogo cibernáutico da próxima espécie dominante e a ter até mais valor que a do Zé Lino, dado que, nessa altura, ainda ninguém teria visto a Regra do Jogo do Renoir.

"Um filme é um filme" parece-me bem, como conceito, atente-se. Muito sinteticamente, a capacidade sinestésica do cinema concorre com a explanação de uma narrativa em plano paralelo. Ou seja, quando vemos um filme, quado ouvimos um filme, quando sentimos um filme, não conseguimos individualizar a sub-arte que o integra, absorvendo, no entanto, o seu todo. Não é só a música, só a côr, só a composição, só os efeitos sonoros que lemos individualmente, mas o que todos esses elementos representam em conjugação.

Um livro, por seu turno, também é um livro. É um conjunto de páginas que, através de uma linguagem própria e muito diferente da do cinema, serve para contar uma história.

Pontos que têm em comum: Se a linguagem não for bem usada, a história, por melhor que seja, perde o interesse. Por exemplo, se o autor de um livro usar frases tão compridas como as que tenho usado neste post duvido que alguém tenha pachorra para o ler. Por seu turno, se o autor de um filme cortar aleatoriamente com uma tesoura, não creio que alguém consiga ver o seu filme ou, se o vir, não venha a sofrer um ataque de náuseas.

Pontos que não têm em comum: Todos os demais, embora sinteticamente pense que os livros estimulam a imaginação, enquanto que os filmes, para lá disso, estimulam principalmente os sentidos.

Gosto de ler livros e de ver filmes. No entanto, enscandalosamente, aprecio mais os segundos. De qulquer modo, não tenho o hábito de ler os livros dos filmes que vejo ou vice-versa, salvo quatro ou cinco excepções, pelo que não me posso incluir no lote daqueles que têm por missão dizer frases como: "Um livro tão bom e um filme tão bera!..."; ou então: "Este realizador tem mesmo o péssimo hábito de assassinar livros!"

No que toca às excepções, encontro apenas um livro que me deu bem mais prazer a ler do que a ver em filme: "O Amante", escrito pela Marguerite Duras e realizado pelo Jean-Jacques Annaud. Porquê? Porque aquela mulher escreve como um anjo e aquele homem apenas realiza como um terráqueo; porque é um filme sem grandes estímulos visuais ou auditivos; porque é um livro com uma escrita intimista, voyeurista, deambolante, coisa que o filme, por pecado de mau uso da linguagem, não conseguiu atingir...

E se tivesse atingido? Será que nessa altura gostaria mais do filme do que do livro (perguntam os prováveis dois leitores deste blog que conseguiram ler este texto até ao fim)? Neste caso não, penso, mas na maioria dos casos parece-me que sim...

Ps: Desculpem a forma menos coloquial e até um pouco infeliz com que este post foi escrito, mas nem todos podemos ter as virtudes de um qualquer Zé Lino...
posted by Ursdens @ 2:44 da manhã   2 comments
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Os ícones de ontem com as caras de hoje
Por altura do 20º aniversário a Empire resolveu homenagear algumas das personagens que marcaram o cinema nas últimas 2 décadas. Como? Convidando os actores que lhes deram vida para uma produção fotográfica onde os voltariam a representar. O resultado é brutal. Seguem abaixo as minhas favoritas. As restantes fotos podem ser vistas aqui .







posted by P.R @ 2:47 da tarde   0 comments
quinta-feira, dezembro 03, 2009
garfield - garfield
A web continua a encher-se de tudo e de nada. Com alguma sorte, lá se descobrem as coisas mais incomuns. Desta falaram-me há algum tempo. Fui espreitar e a ideia é deliciosa. Todos os dias publica-se uma tira de BD do Garfield. Mas sem o Garfield. E assim, o que antes era uma simples tira engraçada, ganha outra dimensão, com um Jon Arbuckle, sempre sozinho, a desabafar, à beira da depressão, qual jovem urbano e solteiro derrotado pela vida. A ideia é tão simples quanto fantástica. E o site é só isto. É mesmo só isto: uma tira de Garfield-sem-Garfield por dia.

A ideia deu em livro (ao nivel da saga dos coelhinhos suicidas, mas sobre isso falo noutro dia). Para quem quiser espreitar www.garfieldminusgarfield.net

Fiquem com a tira do dia:

posted by P. @ 10:00 da tarde   0 comments
Sugestão Musical | Charlie Winston - Hobo

Uma das surpresas do ano para estes lados. Perdido numa das listas de reprodução do youtube, este senhor chamou-me a atenção pelo single que dá nome ao álbum "Like a Hobo". Encontrado o cd, a empatia foi imediata.

Podem esperar daqui uma grande variedade sonora e músicas que enchem as medidas. "Hobo" é um disco imaginativo, versátil e um dos melhores do ano. Arrisquem a provar um pouco desta salada musical e ficarão viciados. Ou então não, e eu não percebo nada disto. O que é o mais provável.
posted by P.R @ 11:37 da manhã   0 comments
 

takeabreak.mail@gmail.com
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