domingo, junho 10, 2007
The White Stripes | Oeiras Alive! | 09-06-2007

O palco foi decorado com um grande pano vermelho e os instrumentos colocados não deixavam margem para dúvidas. Vermelho, branco e negro enchem o cenário e após a espera ansiosa eles chegam. Meg, calças pretas e camisa branca. Jack, calças e t-shirt vermelhas. “Dead Leaves and the Dirty Ground” abre o concerto, o primeiro que os White Stripes dão em Portugal. São tudo o que esperávamos e até o que não pensámos que fossem. Ao vivo tudo soa diferente, os arranjos e a voz, mas lá está Meg absorta tocando bateria, o cabelo preto a pender-lhe para o lado e Jack percorrendo o palco de um lado para o outro, com impressionantes riffs de guitarra alternados com incursões “killerescas” ao piano. Só ele cantou, a voz de Meg mal se ouviu ontem, sendo os seus inícios de verso em “I Just Don’t Know What To Do With Myself” dissuadidos por uma multidão que tomou para si a letra da canção.
Os temas mais conhecidos foram tocados, de “Black Math” a “Hotel Yorba”, de “Fell In Love With a Girl” até “Blue Orchid”. A incursão no novo álbum, «Icky Thump», que está aí a chegar, não foi esquecida, e os discos pré-«White Blood Cells» também não. Destaca-se ainda a memorável interpretação da cover de “Jolene” ou a bonitinha “We’re Going To Be Friends”.
Jack falava com a assistência, mas muito pouco. Queríamos espectáculo e já esperávamos essa peculiar distância deles, no seu admirável mundo à parte de estilo, esse maximizado minimalismo, essas maravilhas que apenas surgem de uma guitarra, uma bateria e uma voz.
Saíram cedo do palco, mas regressaram sem causar desespero para o previsível encore. Pressentindo a aproximação do fim, o público ergueu as vozes para entoar a melodia de “Seven Nation Army”. Como se tudo não passasse de um acordo entre público e artistas, Meg e Jack começam a tocar os acordes do tema pedido, prolongando esse memorável último momento até ao êxtase.
Nem muito longo (como os Smashing Pumpkins que lhes seguiram) nem muito curto (embora saiba sempre a pouco quando se foi ali para os ouvir), o concerto dos White Stripes terminou num longo agradecimento dos manos/ex-amantes perante um reverente aplauso dos fãs que ali estavam. Valeu cada minuto.
posted by H. @ 2:16 da tarde  
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