
O primeiro livro que leio de Miguel Martins acabou por se revelar uma enorme surpresa!
Editado pela Fenda, é uma narrativa sui generis que, para quem abra e folheie, parece um amontoado de palavras sem sentido, embora, lido de um ponto de vista sistemático, o livro se revele assustadoramente coerente.
O estilo é, de certa forma, o mesmo que adoptaram os surrealistas. Escrita escorreita, quase automática.
O conteúdo, esse, é o retrato do Portugal pós-25 de Abril, até aos dias de hoje, pontuado pelo desespero existencial de um autor em ampla decadência pessoal.
A frase final explica tudo! Fica a sugestão! |