terça-feira, junho 16, 2009
TOP 11 e 1/2 - "Há criancinhas a passar fome - filmes mauzinhos que custaram balúrdios"
Menção Honrosa - Amália /3 milhões

Ok, 3 milhões de euros não parece muito. Mas tendo em que conta que o nosso salário mínimo é 450 euros, que é o filme português mais caro de sempre e que é o filme é uma tragédia grega em 4 actos a menção honrosa é mais que merecida. Há filmes maus só porque sim, e depois há filmes destes, que fedem a pretensiosismo por todos os lados. Como se o realizador do Crime do Padre Amaro pudesse ter uma epifania cinéfila. Ah e já agora: com 3 milhões de euros não poderiam ter contratado uma equipa de maquilhagem decente? É que Amália com 60 anos parece um animal morto acabado de ser atropelado por um camião cisterna. P.R

11# Armagedon / 140 milhões

Um meteorito a atingir realmente a Terra era capaz de não doer tanto como assistir a Armaggedon. Pior só saber que Ben Affleck consegue ser tão mau em Armaggedon como em Pearl Harbour. E os Aerosmith até não são maus, mas "I don't wanna miss a thing" consegue tornar-se um vómito decadente acompanhado por um turbilhão de lamechices e drama de meia noite. Nós bem cruzámos os dedos e rezámos aos céus, mas o raio do meteorito não conseguiu acabar com o nosso sofrimento. not_alone


10# Piratas das Caraíbas 3 / 300 milhões


Como já dizia o nosso amigo, "não havia necessidade". Numa palavra "waste". Desperdício de tempo, de dinheiro, de investimento. Desta vez nem as trancinhas do nosso querido Jack Sparrow. Já para não falar nos devaneios de Keira Knightley e as suas birras irritantes... Nao há sequências de lutas, cenários ou efeitos especiais que safem a coisa (pela 3a vez claro). Acima de tudo, devemos conseguir ter a clarividência para saber dizer "já chega". E dois chegavam tão bem... Ana Silva

9# The Curse of the Golden Flower / 50 milhões


A culpa é de Crouching Tiger, Hidden Dragon, que mostrou ao ocidente como os asiáticos sabiam fazer filmes espectaculares. O que se esqueceram de mencionar é que, como em todo o lado, há coisas boas e coisas... de fugir. The Curse of the Golden Flower é um enjoo dourado. Os cenários ofuscam, o argumento praticamente não existe e tudo o resto compensa em quantidade. Qualidade é que nem vê-la. Foram 2 horas de puro suplício e, até hoje, as minhas retinas ainda se queixam da quantidade de cor e brilho que nos tentava cegar. not_alone

8# Homem-Aranha 3 - 258 milhões


Sempre que se ouve falar num novo Spider-Man, o ar começa a cheirar a podre. Depois percebemos. É um tumor maligno. O número a seguir ao título representa o aumento das metástases. Em Spider-Man 3 atingimos um apogeu. Porque Peter Parker muda de personalidade, exige-se a Tobey Maguire que represente. Não consegue. A alternativa passou por lhe porem uma franja estúpida, alguma maquilhagem e pimba! Temos um Spider-Emo a piscar o olho às garotas, enquanto dança ao som de uma música foleira. E é por isso que a indústria farmacêutica não é de confiança: não há cura para uma doença rentável. Spider-Man 4 está a caminho… P.

7# Prequelas Starwars / 340 milhões


Ainda me lembro de entrar na sala, sentir o frenesim, bater palmas nos créditos iniciais, o excitamente acelerado de todos os presentes...era "Star Wars: The Phantom Menace"...e depois o filme acaba, e toda a gente sai em semi-silêncio. Eu estive em semi-denial durante uns dias. Mas depois acordei. E cheguei a uma solene conclusão - o filme era uma valente merda, o Jar-Jar Binks a pior (e mais infantil) personagem de sempre e o puto Anakyn o pior (e mais irritante) actor de sempre. Depois vieram a palhaçada dos Clones e a desgraça dos Siths para completar a mais horrenda e fedorenta trilogia-prequela de toda a galáxia. E o pior disto tudo é ver, ainda hoje, fâs adulterados pela "dark side of the force" a acreditar que George Lucas é um génio. Ele é um génio é. Porque é o mais mongolóide e mais pateta realizador da actualidade e o mais rico também. Duarte
6# Wild Wild West / 170 milhões

Quando pensava que não existiria nada pior na vida do que ser forçado a assistir a um jogo do Benfica, eis que no longínquo ano de 1999, alguém achou que seria boa ideia deslocar-mo-nos ao cinema para assistir ao novo blockbuster de Will Smith. Não fossem os habituais atributos de Salma Hayek e tudo aquilo bem se poderia comparar a mergulhar os tomates em óleo a ferver, e não estou a falar de culinária. E seria capaz de apostar que nos departamentos de guarda-roupa, cenários e adereços, se fizeram apostas sobre quem conseguia gastar mais milhões nas coisas mais ridículas. Terá ganho o senhor que desenhou a peruca de Kenneth Branagh. Paulo

5# Waterworld / 175 milhões


Imaginamos uma metamorfose de mad max sobre a água, cuidando carinhosamente um pequeno e raro tomateiro, e temos um pequeno vislumbre daquele que, em 1995, foi o filme mais caro de sempre... Um filme num mundo em que não há comida nem quaisquer outros produtos, mas há cigarros em barda... Um filme que em muito manchou a reputação de Kevin Costner (produtor) que, ao que se diz, teria acabado o filme como realizador, desentendendo-se com Kevin Reynolds... E pergunta-se: Será que 175 milhões de dólares não seriam melhor empregues para acabar com a fome no mundo do que para construir cenários mirabolantes na água? E responde-se: Não, o Kevin Costner não está preso, como a foto acima sugestiona..., mas devia... e mais não se diz... Ursdens

4# Speed 2 / 110 milhões

"Speed 2: Cruise Control” é mais um filme para confirmar a falta de qualidade de 90% das sequelas produzidas. O primeiro “Speed”, sem ser memorável, era viciante, construído sobre momentos de acção bem filmados e com turning points bem inseridos. Aqui temos uma Sandra Bullock em modo automático (alguma vez daí saíu?), num argumento ridículo e perdido. Quanto ao pobre Jan de Bont, digamos, para simplificar, que a sua última pérola se chama "Tomb Raider 2: The Cradle of Life". Piece of crap. Carlos Pereira


3# Batman & Robin / 125 milhões

Batman&Robin ou “como transformar o gay parade em filme sem ninguém dar por isso”. Pois bem, reparámos. E a verdade é que nem foi muito difícil. Tivemos umas pequenas ajudas, como os mamilos ou os close ups ao rabo do Batman. Agora a sério: há filmes mau e filmes bons, há filmes simpáticos e filmes hediondos. E depois há Batman&Robin. Quer queiramos quer não o filme leva nos para outro mundo. Um mundo onde todos se vestem como Elton John e Boy George e dão pulinhos histéricos em slow motion uns atrás dos outros num alegre e cor-de-rosa comboio ao som do “It’s raining man”. É isto o Batman&Robin: um balúrdio fetichista gay mal amanhado. P.R

2# Sequelas Matrix / 300 milhões
Keanu Reeves a sair da cabine, música dos Rage Against The Machine e um vôo acelarado até aos créditos finais...quem é que precisava de sequelas? Eu não, com toda a certeza. Mas obviamente, tolinho como sou, lá estava batidinho em "Matrix Reloaded"...e a não perceber patavina quando aquela pseudo-treta acabou. Mas a cena da auto-estrada estava mesmo bestial e se "Matrix Revolutions" unisse todas as pontas soltas germinadas, aquilo até podia ser muito bom. Mas não...a realidade é que os Wachowskis só tinham uma ideia bestialmente original com este díptico. Sacar resmas de dinheiro dos espectadores e com isso poder juntar os necessários cobres para fazer uma mudança de sexo. E se pensam que esta afirmação é mentira, então vocês ainda vivem na Matrix...Duarte

1# Pearl Harbour - 151 milhões


Quando os primeiros presos começaram a chegar a Guantánamo, havia um filme que eram obrigados a ver: Pearl Harbour. Não era só a ideia de tortura que estava presente. O filme servia para os guardas prisionais mostrarem àqueles tipos quem é que manda ali. Em Pearl Harbour percebemos que os “amaricanos” são mesmo muita bons. O filme é baseado em factos históricos. A história diz-nos que mais de 2000 norte-americanos morreram no ataque surpresa à base militar. Michael Bay diz-nos que dois marmelos, com duas avionetas foleiras, podiam ter desfeito o império nipónico naquela tarde. É mentira. Pearl Harbour não é só mau. É um filme burro, oco e completamente abastardado. Por momentos parece que vemos lá um actor, mas Cuba Gooding Jr. esconde-se rapidamente para passar despercebido. No dia em que vi Pearl Harbour, percebi finalmente o que era um kamikaze – era eu, ali sentado, durante três penosas horas... P.
posted by P.R @ 11:45 da manhã  
12 Comments:
  • At 6:27 da tarde, Anonymous Filipe Correia said…

    Até se pode não gostar de um determinado filme mas daí a compará-lo com um cancro... São metafóras excusadas, feias e ridículas. Parece que é um campeonato para ver quem diz pior de um filme. Depois saiem pérolas como estas. É incrivel o mau-gosto.

    Cumprimentos

     
  • At 6:46 da tarde, Anonymous syrin said…

    LOL.
    Grande (ou melhor dizendo, muito mau) top.
    :D

     
  • At 10:01 da manhã, Blogger P. said…

    Filipe,

    Assumo a responsabilidade desse comentário em particular. Mau gosto, cito, incluido. Não se trata de um campeonato. Trata-se de criticar, em boa parte até ao ponto do insulto. Cada post tem o seu propósito e independência.
    Estes tops em particular são subjectivos, ácidos, censutórios e, também por isso, naturalmente censuráveis. Levá-los com seriedade, por oposição a outros trabalhos que individualmente (e em conjunto) se foram publicando por aqui - esses sim com uma certa seriedade -, é uma questão pessoal.
    Tal como o ser de "mau-gosto" é uma questão d«o valor que se atribui.
    Aceito a tua crítica, na sua totalidade, nesse ponto. Em particular porque acredito que qualquer texto possa falhar precisamente naquilo que foi o seu mote. Acho apenas redutora essa ideia de mau-gosto partir principalmente de uma palavra, "cancro", quando se há espaço livre de "palavras tabu" é precisamente a blogosfera - com tudo o que de bom e mau que isso pode implicar.
    Creio que se trata de uma questão de contexto - e o deste post em específico é, no mínimo, muito próprio. Gozar com 12 filmes num só texto não é uma questão de competição. Até porque não tem nada de simples, porreiro ou cuidadoso. É precisamente provocar, sabendo que se corre o risco de, por uma questão de probabilidade, haver sempre alguém que discorde por completo que se catalogue um filme como mau. Foi uma escolha. Apenas isso.

    Cumprimentos (sem ironia). E gostava que desses uma olhadela ao resto do blog, também, sem compromisso algum. O Take a Break tem centenas (talvez milhares, por esta altura) de posts de diferentes pessoas. De certeza que perceberás a diversidade que há, sabendo que nem sempre houve coerência, excepto no facto de haver liberdade para tentar.

     
  • At 10:59 da manhã, Blogger P.R said…

    Filipe: todos os tops criam discórdias. E se os dos melhores do ano por vezes originam grandes discussões, tops com estes, mais "agressivos", irão, com certeza, originar reacções também elas mais aguerridas.

    Se os textos estão fortes? Estão. Mas a ideia era um pouco essa, caso contrário teriamos feito os top sem quaisquer textos.

    Syrin: thanks! Queres sugerir mais algum? :P

     
  • At 11:30 da manhã, Anonymous Filipe Correia said…

    Caríssimos,

    A minha opinião não se traduz numa verdade empírica. Eu não gostei do tom do top. Achei excessivo e de má índole mas se for só eu, fantástico. De certeza que os milhares de visitantes do vosso blogue o adoraram. Como se vê nos comentários...

    Cumprimentos igualmente não-irónicos

     
  • At 6:03 da tarde, Blogger P. said…

    Novamente, não gostar é um direito absoluto. Quanto ao tom ser excessivo, concordo plenamente. Era esse o objectivo e creio que foi conseguido. Ser de má índole já discordo. Não há aqui uma questão de feitio.
    Reservo-me apenas no direito de achar que os filmes (pelo menos alguns, nomeadamente os que eu comentei) serem tão excessivos, maus, ridículos e até de má fé quanto tu possas achar o post.

     
  • At 9:35 da tarde, Anonymous Dang said…

    a discussão nao tenho muito a dizer mas acho que se pode criticar mesmo que as vezes seja excessivo. por mim ate acho que alguns dos textos estavam muito comicos. so nao concordo la muito com a cena dos "piratas das caraibas". mais valia ser o wolverine que foi uma bela tanga. mas tambem nao vou ficar chteado por isso lol

    Cumps

     
  • At 10:20 da tarde, Blogger Jackie Brown said…

    LOL
    um post realmente excelente.adoro a ironia que vocês deixam transpareçer nos posts

    uns valentes cumprimentos

     
  • At 11:01 da manhã, Blogger P.R said…

    Dang: o Wolverine foi um dos filmes votados mas, infelizmente, não podiamos por todos no top. Mas concordo contigo é muito mauzinho. Um abraço

    Jackie Brown: obrigado! Um abraço

     
  • At 9:50 da tarde, Blogger Paulo said…

    Também tenho pena que Wolverine não tenha chegado ao top eheh.

     
  • At 6:00 da tarde, Blogger Álvaro Martins said…

    Por acaso quase todos os filmes que apresentaste aqui são uma merda pegada (pode-se dizer asneiras não? já que o poste está cheio delas) mas a questão aqui não é essa, a questão é que o Filipe tem toda a razão. Ou melhor, não se pode pedir coerência e respeito (como há tempos vocês reclamavam para um leitor e comentador) quando vocês são os primeiros a fazer com que ninguém vos respeite postando merdas destas. Por isso, acho que deveriam ser mais coerentes com os posts ou então com a conduta para com os visitantes.
    PS: Todos os Star Wars são bons filmes. O que o George Lucas fez ainda está para vir outro que se assemelhe.

     
  • At 5:10 da tarde, Blogger P. said…

    Álvaro

    Sim, pode-se dizer asneiras.
    E claro que podes achar o post uma merda tão grande quanto achas os filmes. A questão aqui passou mesmo por fazer algo politicamente incorrecto, correndo o risco de ferir susceptibilidades (isto se assumirmos que falar mal de um filme se enquadre no tal "ferir susceptibilidades").
    Dos Star Wars mais recentes acho que o terceiro é dos melhores da saga (opinião pessoal, aceitamos divergências, já que se trata de um blog colectivo). O primeiro desta nova vaga acho-o terrível. Quanto à questão do respeito espero apenas que entendas que não há falta de coerência.Por natural ignorância, perdoa-se o erro de referires esse exemplo.
    O "comentador" de que falas obrigou o Take a Break a moderar comentários depois de mais de dois anos sem necessidade de tal.Perseguiu alguns membros do blog noutros blogs pessoais.Ligou para o telemóvel de uma pessoa, consecutivamente,criou montagens manhosas para enxovalhar algumas pessoas, e fez publicidade à coisa.Falou-se com juristas e com um elemento da PJ,para sabermos o que fazer.
    Há uma diferença entre assumir um post num simples blog cuja intenção é precisamente correr riscos, e simples comportamento criminoso.É só isso, Álvaro.
    Mas,novamente,a crítica que fazes é legítima, tal como acho legítima a existência do post.É aí que discordamos, apenas isso.

     
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