quarta-feira, julho 08, 2009
Filme do mês | Junho


not_alone A Ressaca
Está sol, calor e não apetece ir ao cinema ver filmes que nos façam suar muito o intelecto. A Ressaca portanto é um filme bem disposto, disparatado q.b. sem cair (muitas vezes) no completo ridículo... Para além disso, o trio Bradley Cooper / Zach Galifianakis / Ed Helms é o género de tipos com quem todos podemos aprender qualquer coisa para passarmos um verão bem mais cool e memorável. Deixe a vergonha em casa e ria bem alto na sala de cinema, vale a pena.

Duarte A Ressaca
Está bem que é apenas entretenimento descartável, com o único intuito de provocar o riso e gargalhadas. Mas a missão é cumprida na perfeição, com uma mistura de humor javardola extremamente inspirado, gags de enorme fisicalidade cómica e personagens extremamente bem escritas e caracterizadas, com destaque para um barbudo surreal e um asiático com tendências agressivas. E vamos ser honestos, não é díficil identificarmo-nos com uma despedida de solteiro que dá para o torto, esse evento por que muitos passam e que deixa sempre marcas, que convém o tempo apagar, ou não.

Paulo Shotgun Stories
Num mês algo pobre em estreias, foi este pequeno filme cá chegado com 2 anos de atraso que mais despertou por estes lados a atenção cinéfila. Com um ritmo pausado e uma grande economia de recursos, o filme de estreia de Jeff Nichols partilha muitas semelhanças com alguns títulos do seu produtor, David Gordon Green, nomeadamente o gosto pelas paisagens rurais americanas, a ausência de uma verdadeira história, e as grandes composições que arranca dos seus actores. Não é um grande filme, mas é uma bela obra de estreia que me faz querer seguir o futuro de Nichols com muita atenção.

P. Shotgun Stories
Há aqui uma óptima tensão enquanto o filme se encaminha para uma inevitável tragédia. Shotgun Stories mostra-nos uma América que nos é misteriosa. E essa densa América redneck ganha aqui contornos de vingança. Num filme que é de violência, é curiosa a ausência de sangue. Temos, isso sim, áridas paisagens e um trio de irmãos que a vida derrotou. Jeff Nichols juntou amadores, numa escolha de casting perfeita, a Michael Shannon. E o actor que dominou por completo Revolutionary Road tem aqui todo o espaço de que necessita. Por todo o filme perpassa uma estranha e deliciosa humanidade, que nos leva a identificar-nos com o que nunca conhecemos.

Ana Silva Nada a destacar

Ursdens Nada a destacar

Carlos Pereira Nada a destacar

P.R. Nada a destacar
posted by not_alone @ 5:55 da tarde  
4 Comments:
  • At 4:07 da manhã, Anonymous João Paiva said…

    Que tristes pessoas que vocês são.

    "Está sol, calor e não apetece ir ao cinema ver filmes que nos façam suar muito o intelecto."

    "Está bem que é apenas entretenimento descartável(...)."

    Na verdade, vocês não passam de betinhos que andam a brincar aos "críticos de cinema".

    Ah... Uma salva de palmas para quem nada destacou este mês, visto que os estarolas que tentaram criticar o Shotgun Stories, por não terem lido críticas positivas do M.C.F ou do F.F relativas ao mesmo filme, se puseram a tentar ser duros ao indicar fragilidades que não existem num filme perfeito.

    Caso tivessem lido maravilhas, lá estariam maravilhados!

    Que vergonha...

    Descobri este blogue e não sei ainda se hei-de rir, ou chorar.

     
  • At 11:12 da manhã, Blogger P.R said…

    João:

    Se calhar as pessoas não destacaram nenhum filme porque, e isto no campo do altamente improvável, não viram nenhum filme nesse mês.

    Quer me parecer que a "vergonha" não está tanto naquilo que escrevemos ou que destacamos, mas sim na forma como certos sujeitos, que andam a brincar aos "estudiosos de cinema que percebem mais disto do que outra coisam qualquer", julgam que dominam as razões pelas quais os outros devem gostar ou não de determinado filme.

    E retiro-te as dúvidas: não há razão para choros. Ri-te rapaz. Afinal as tuas barbaridades são hilariantes.

    Aquele abraço,

     
  • At 11:14 da manhã, Blogger P. said…

    Bom dia, João Paiva

    Pela minha parte tinha curiosidade em saber que fragilidades é que eu apontei ao filme. Falo a sério. É que pessoalmente fiquei mesmo maravilhado com o Shotgun Stories. Não diria que é um filme perfeito, mas isso são outras questões. Não tenho o hábito de utilizar a "perfeição" como um chavão para o que quer que seja. Apenas isso. Mas adorei o filme.

    Também acho que vais um bocadinho "longe", no teu comentário. Mas cada um tem as suas proezas.

     
  • At 10:01 da tarde, Blogger Paulo said…

    "os estarolas que tentaram criticar o Shotgun Stories, por não terem lido críticas positivas do M.C.F ou do F.F relativas ao mesmo filme, se puseram a tentar ser duros ao indicar fragilidades que não existem num filme perfeito."

    LOL! Acho que foi a primeira vez que fui apelidado de estarola :-D

    Nada contra quem não goste de ler o blog, ou de rir quando o faz, mas a parte em que são referidos o Manuel Cintra Ferreira e o Francisco Ferreira é a melhor de sempre de algum comentário que alguma vez li num blog (e atenção, eu sigo alguns sobre futebol). E acho que se percebesse o sentido da afirmação ainda acharia mais piada, mas assim não está mal.

    Quanto ao resto, certamente, destacar um filme como a "estreia do mês" é ser duríssimo com o mesmo.

     
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