 Perdoem-me as palavras de revolta, mas as distribuidoras nacionais são um completo atentado à inteligência e bom-gosto de todos aqueles que gostam e apreciam cinema. Manderlay, o segundo capítulo da triologia de Lars Von Trier, estreado há quase um ano no Festival de Cannes já estreou em quase toda a Europa e até já esteve em exibição nos Estados Unidos (com Dogville, o filme estreou na terra do tio Sam um ano depois de estrear na Europa) mas Portugal aparece ser a excepção. Estando a sua estreia prevista para Novembro do ano passado, esta foi adiada para Dezembro mas o "milagre" não se verificou e agora o filme nem sequer está previsto estrear. A vergonha acentua-se quando há semanas em que estreiam oito (!!) filmes, muitos deles sem um pingo de interesse. Atenção, que não sou contra os blockbusters e as comédias românticas inconsequentes, pois estes são os géneros que chamam mais pessoas às salas do cinema. Agora, o que se exigiria é que isso fosse contrabalançado pelo dito de cinema de autor. Reconheço que a minha situação não é das piores, pois vivendo em Lisboa tenho maior facilidades no acesso à certos filmes, mas de facto o panorama actual neste âmbito é lamentável. Esta situação leva-nos quase irremediavelmente a outro ponto que é a pirataria. De facto, se todos os interesses e gostos fossem tidos em conta de certeza que não teríamos que sacar os filmes para os pudermos ver. Convenhamos, estamos a falar de cultura, e se querem proteger os direitos dos autores (o que é legítimo) respeitem também os direitos dos espectadores que apenas pedem que sejam respeitados. Mais uma vez desculpem o desabafo, mas acredito que já todos sentiram o mesmo. |
nunca rinha lido 'direitos dos espectadores' apenas tinha pensado e sentido tantas vezes e só tenho a dizer que Gostei, sim pq acato o dos autores, mas ninguém falo no outro lado...
obrigada